Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Produtor Bira Haway morre no Rio aos 74 anos
Famosos
Produtor Bira Haway morre no Rio aos 74 anos
Mortes no trânsito em São Paulo atingem maior patamar em dez anos em 2025
Brasil
Mortes no trânsito em São Paulo atingem maior patamar em dez anos em 2025
Resultados do Enamed reacendem debate sobre a qualidade do ensino médico no Brasil
Brasil
Resultados do Enamed reacendem debate sobre a qualidade do ensino médico no Brasil
Homem é preso por série de furtos em Icaraí, na Zona Sul de Niterói
Niterói
Homem é preso por série de furtos em Icaraí, na Zona Sul de Niterói
Sinfônica Ambulante leva cortejo de Niterói ao Centro do Rio em clima de pré-Carnaval
Mais Quentes
Sinfônica Ambulante leva cortejo de Niterói ao Centro do Rio em clima de pré-Carnaval
PM apreende 82 objetos perfurocortantes no primeiro fim de semana de megablocos no Rio
Carnaval
PM apreende 82 objetos perfurocortantes no primeiro fim de semana de megablocos no Rio
Esquadrilha de helicópteros da Espanha fará apresentação inédita na Praia de Ipanema
Entretenimento
Esquadrilha de helicópteros da Espanha fará apresentação inédita na Praia de Ipanema

‘Ainda estou aqui’, filme indicado ao Oscar, estreia hoje

Siga-nos no

Foto: Divulgação

O filme “Ainda estou aqui” finalmente estreia nesta quinta-feira (07) nos cinemas brasileiros – e é difícil lembrar de um filme nacional que tenha gerado tanta expectativa nos últimos anos.

Mas não é difícil de entender. A adaptação do livro de mesmo nome de Marcelo Rubens Paiva é:

  • a maior chance do país receber mais uma indicação ao Oscar de melhor filme internacional desde “Central do Brasil”, em 1999;
  • o reencontro – mesmo que breve – da grande dupla desse clássico, o diretor Walter Salles e a atriz Fernanda Montenegro;
  • e um aviso sobre as atrações e os perigos de governos autoritários, segundo a protagonista, Fernanda Torres. Assista ao vídeo acima.

Para a atriz de 59 anos, gerações mais jovens não se lembram de como era a ditadura militar. De fato, se for considerado que o regime acabou em 1985, dos millennials em diante ninguém cresceu com a repressão.

“A democracia também não conseguiu resolver a desigualdade, o ensino público, a saúde, a segurança. Eu acho que teve toda uma geração que veio que uma hora começou a pensar: ‘será que o problema não é a democracia?'”, diz Torres.

“Eu tenho certeza que esse cara, que cresceu em um país democrático, com todos os seus problemas, eu digo para ele: ‘Eu juro para você que a democracia é falha, mas é o melhor que temos’.”

“E eu acho que esse filme ajuda a essas pessoas a entenderem o que é viver em um país arbitrário, em um país no qual o governo faz atos tão injustos quanto matar o seu pai, levar sua irmã de 15 anos para um prisão e torturar pessoas.”

Selton Mello, seu principal parceiro de cena, concorda. “É um filme necessário”, afirma o ator.

“Eu não preciso ir muito longe, não. Eu tenho 51 anos. Eu cresci em um ambiente familiar em que eu não tive essa percepção. O meu pai chamava de ‘revolução’. E aí, ator, adulto, é que eu fui entender o que era aquilo. Inclusive para dizer: ‘Pai, não foi uma revolução’.”