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Alckmin vê redução de tarifas pelos EUA como avanço, mas diz que sobretaxa ainda prejudica Brasil

Vice-presidente afirma que tarifa de 40% mantém desvantagem em café, carne e frutas.

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Reprodução

O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado (15) que a redução das tarifas anunciada pelos Estados Unidos é um passo positivo, mas ainda insuficiente para equilibrar a competitividade dos produtos brasileiros. Apesar do corte, o Brasil continua como o único país sujeito à sobretaxa de 40%, que afeta exportações estratégicas como café, carne bovina e frutas.

A medida assinada por Donald Trump reduziu alíquotas de cerca de 200 produtos, mas colocou o Brasil em situação menos vantajosa do que concorrentes diretos. No café, por exemplo, a taxa caiu de 50% para 40%, enquanto países como Vietnã e Colômbia tiveram reduções maiores ou até tarifa zerada. Exportações brasileiras já sentem impacto: as vendas recuaram 54% em outubro.

Alckmin classificou o corte como “positivo”, destacando o papel das negociações conduzidas por Lula e pelo Itamaraty, mas reforçou que a manutenção da sobretaxa ainda distorce a concorrência. Apenas quatro itens brasileiros passaram a ter tarifa zero, entre eles três tipos de suco de laranja, que ganhou espaço estimado de US$ 1,2 bilhão no mercado norte-americano.

Segundo a CNI, a decisão afeta 80 itens agrícolas brasileiros, mas só uma pequena parte está livre de taxas adicionais. A sobretaxa exclusiva ao Brasil segue em vigor, mesmo após a revogação da tarifa global de 10%. O governo dos EUA justificou o ajuste como medida para conter a inflação de alimentos, indicando que não pretende avançar com novos cortes.

O governo brasileiro espera agora um plano de negociações mais amplo e retoma conversas técnicas com Washington nas próximas semanas. Para Alckmin, o recuo parcial é um avanço, mas não resolve o problema central: “Ainda há distorções que precisam ser corrigidas para garantir competitividade ao Brasil”.