Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Prefeitura do Rio interrompe aula de stand-up paddle em Copacabana após alerta de ventania
Rio de Janeiro
Prefeitura do Rio interrompe aula de stand-up paddle em Copacabana após alerta de ventania
MP pede manutenção da prisão de Deolane Bezerra
Famosos
MP pede manutenção da prisão de Deolane Bezerra
Vasco avança e Botafogo é eliminado da Copa Sul-Americana
Esportes
Vasco avança e Botafogo é eliminado da Copa Sul-Americana
Polícia Civil mira esquema de corrupção na Câmara de Vereadores de Japeri
Baixada Fluminense
Polícia Civil mira esquema de corrupção na Câmara de Vereadores de Japeri
Vereador Sandrinho Oficina do Som é morto a tiros em Tanguá
Estado
Vereador Sandrinho Oficina do Som é morto a tiros em Tanguá
Operação no Complexo de Israel fecha a Av. Brasil; motorista é atingido por bala perdida
Mais Quentes
Operação no Complexo de Israel fecha a Av. Brasil; motorista é atingido por bala perdida
Governo eleva teto do Move Brasil para R$ 200 mil
Brasil
Governo eleva teto do Move Brasil para R$ 200 mil
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Alerj aprova adesão do Rio ao Propag e abre caminho para renegociar dívida com a União

Programa permite zerar juros, refinanciar R$ 193 bilhões e reduzir déficit orçamentário a partir de 2026

Siga-nos no

Reprodução

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou em discussão única a adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas (Propag), uma medida crucial que abre caminho para renegociar o débito com a União, estimado em cerca de R$ 193 bilhões, e zerar os juros.

A decisão, tomada no encerramento do ano legislativo, pode destravar uma mudança estrutural na gestão da dívida pública estadual total, hoje em R$ 225 bilhões. A estimativa é que a entrada em vigor das regras do Propag, que cria condições para o refinanciamento de débitos com o governo federal, possa reduzir o déficit orçamentário projetado para 2026, atualmente em R$ 18,93 bilhões, em até R$ 8 bilhões.

O texto aprovado, após semanas de negociações e a incorporação de duas emendas, precisava ser votado até o fim de 2025 para que o estado não perdesse o prazo estipulado pela legislação federal. Sem o programa, o Rio de Janeiro teria de desembolsar aproximadamente R$ 12,33 bilhões apenas com despesas relacionadas ao serviço da dívida em 2026. A diminuição desse custo abre um espaço fiscal para reorganizar o orçamento e aliviar a pressão sobre áreas sensíveis da administração pública.

Entre as principais contrapartidas previstas na adesão ao Propag está a adoção de limites para o crescimento das despesas primárias, que deverão seguir a variação do IPCA, acrescida de percentuais vinculados ao desempenho da receita estadual. O texto também autoriza o Estado a utilizar bens imóveis, créditos de royalties e participações especiais de petróleo e gás como forma de amortizar a dívida.

Outro ponto central é a autorização para que o estado solicite o encerramento do Regime de Recuperação Fiscal, em vigor desde 2017. Esse pedido, contudo, ficará condicionado à assinatura do aditivo contratual da nova lei federal e à implementação gradual das regras do Propag.