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Alerj convoca suplente Wellington José para assumir vaga de Thiago Rangel, preso pela PF

A medida, publicada no Diário Oficial do Legislativo desta sexta-feira (22), restabelece o quórum completo de 70 parlamentares na Casa.

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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) convocou oficialmente o suplente Wellington José (União Brasil) para assumir o mandato de deputado estadual. A medida, publicada no Diário Oficial do Legislativo desta sexta-feira (22), restabelece o quórum completo de 70 parlamentares na Casa. Wellington José assume a vaga de Thiago Rangel (Avante), que foi afastado do cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpre prisão preventiva.

Wellington José era o primeiro suplente do Podemos, legenda pela qual ele e Rangel concorreram nas eleições de 2022. Embora o gabinete de Thiago Rangel tenha sido dissolvido no último dia 12 — resultando na exoneração de 40 assessores —, o parlamentar afastado ainda não perdeu o mandato em definitivo. Para que a cassação ocorra, o plenário da Alerj precisa votar a matéria, procedimento que ainda não tem data para acontecer.

A destituição da estrutura do gabinete foi uma decisão da Mesa Diretora da Alerj, que acompanhou a medida cautelar referendada pela Primeira Turma do STF.

Investigações e acusações de corrupção

Thiago Rangel foi preso no início de maio durante a deflagração da quarta fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal (PF). A investigação apura a existência de um suposto esquema de fraudes em contratos de obras e prestação de serviços direcionados à rede estadual de ensino.

De acordo com o relatório da Polícia Federal, o deputado afastado é apontado como o chefe de uma organização criminosa. O grupo é suspeito de desviar verbas públicas da área da Educação, operar esquemas de caixa dois eleitoral e lavar o dinheiro ilícito utilizando empresas de fachada e postos de combustíveis.

O caso ganhou novos desdobramentos com o acesso a documentos da investigação. Os relatórios apontam que o diretor de uma escola estadual denunciou à PF ter sofrido forte pressão para liberar R$ 200 mil da conta da instituição de ensino. O montante, segundo o depoimento, seria ilegalmente destinado ao financiamento da campanha eleitoral de Thamires Rangel, filha do deputado.