O ano legislativo ainda nem começou oficialmente, mas a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro já se movimenta para a criação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O presidente da Casa, Guilherme Delaroli (PL), deve definir na próxima segunda-feira (12) os integrantes da comissão que vai apurar o incêndio ocorrido no Shopping Tijuca.
A CPI será presidida pelo deputado Alexandre Knoploch (PL), que aproveitou uma reunião conduzida por Delaroli com integrantes da Comissão de Orçamento para avançar nas articulações políticas e alinhar os primeiros passos do novo colegiado.
O encontro, inicialmente convocado para discutir a crise do ICMS Educacional — que levou municípios fluminenses a perderem cerca de R$ 117 milhões em verbas federais — também serviu para definir que o projeto de criação da CPI será votado no dia 2 de fevereiro, em sessão extraordinária da Assembleia.
Nos bastidores, a formação do colegiado deve equilibrar articulação partidária e o peso regional da Tijuca, bairro diretamente impactado pelo incêndio. Knoploch, vice-líder do PL na Casa, atua para ampliar o espaço do partido na comissão.
Há expectativa de que a CPI inclua parlamentares que ficaram de fora da extinta CPI dos Reboques, como Rodrigo Amorim (União), Filippe Poubel (PL) e Alan Lopes (PL). Dois deles — Amorim e Alan Lopes — são moradores da Tijuca, o que reforça o vínculo regional da comissão.
O próprio Knoploch também tem ligação direta com a área. Ele já morou na Tijuca, presidiu uma associação de moradores do bairro e atualmente reside no Grajaú, região vizinha da Zona Norte.
Embora o incêndio no Shopping Tijuca seja o ponto de partida da investigação, a intenção dos articuladores da CPI é ampliar o escopo dos trabalhos. A comissão deve convocar responsáveis técnicos, gestores e autoridades, além de realizar vistorias em outros estabelecimentos comerciais em diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro, com foco em normas de segurança, prevenção e evacuação.






