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Alerj inicia debate sobre eleição indireta para governador do Rio

Possível saída de Cláudio Castro para disputar o Senado pode levar à escolha de um governador-tampão até 2027

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Foto: Reprodução

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) iniciou o ano legislativo de 2026 com o debate sobre as regras para uma possível eleição indireta de governador. A discussão ocorre diante da expectativa de que o governador Cláudio Castro (PL) deixe o cargo para concorrer ao Senado nas eleições de outubro.

Com a eventual saída de Castro, a linha sucessória do governo estadual ficaria vaga, o que obriga a Alerj a escolher, por meio de votação indireta, quem comandará o Executivo em um mandato-tampão até janeiro de 2027.

O tema foi central na sessão que marcou a retomada dos trabalhos da Casa, na terça-feira (3). Durante a solenidade, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto — que exerce interinamente o cargo de governador durante viagens de Castro — destacou a responsabilidade do Legislativo nesse processo. As regras da eleição indireta estão previstas em um projeto de lei apresentado em junho pelo deputado Luiz Paulo (PSD).

O texto em discussão estabelece critérios para a candidatura, como a exigência de que os interessados estejam afastados de cargos do Poder Executivo há pelo menos seis meses. A medida pode impedir a participação de nomes cotados nos bastidores, como o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione; o secretário das Cidades, Douglas Ruas; e o secretário da Presidência da República, André Ceciliano.

A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj, cuja primeira reunião do ano acontece nesta quarta-feira (04), embora o tema ainda não conste na pauta oficial.

Outro ponto em debate é o modelo de votação. O presidente interino da Alerj, deputado Guilherme Delaroli (PL), defende que o voto dos parlamentares seja aberto, para garantir mais transparência ao processo. Atualmente, o projeto prevê votação secreta.

Para disputar o Senado, Cláudio Castro precisa deixar o governo até o início de abril. Sem sucessor automático, a legislação determina a realização da eleição indireta para definir o governador que ficará à frente do estado até o fim do mandato.