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Aluguel cresce no Brasil e bate recorde; casa própria perde espaço

Em 2025, o Brasil contabilizou 18,9 milhões de domicílios alugados, o equivalente a 23,8% do total de moradias

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reprodução

O número de brasileiros vivendo em imóveis alugados atingiu o maior nível da série histórica, enquanto a participação das casas próprias já quitadas recuou no país. Os dados fazem parte da Pnad Contínua, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo IBGE, e revelam mudanças no perfil habitacional da população.

Em 2025, o Brasil contabilizou 18,9 milhões de domicílios alugados, o equivalente a 23,8% do total de 79,3 milhões de moradias. O índice representa um novo recorde desde o início da série, em 2016, quando o aluguel correspondia a 18,4%. A máxima anterior havia sido registrada em 2024, com 23%.

Apesar de tanto os imóveis alugados quanto os próprios terem crescido em números absolutos ao longo dos últimos anos, o ritmo de expansão foi bastante diferente. Entre 2016 e 2025, o total de residências alugadas aumentou 54,1%, passando de 12,3 milhões para 18,9 milhões.

Já os domicílios próprios já quitados tiveram crescimento mais moderado, de 7,3%, subindo de 44,5 milhões para 47,8 milhões no mesmo período. Com isso, a participação dessas moradias caiu para 60,2% do total, o menor patamar já registrado pela pesquisa.

O movimento indica que, embora mais pessoas estejam conseguindo acessar moradia, o crescimento da população e as dificuldades de aquisição de imóveis têm impulsionado o mercado de aluguel em ritmo mais acelerado.

A pesquisa não detalha os fatores individuais que levam à escolha entre aluguel e casa própria, mas analistas apontam que o cenário econômico tem influência direta nessa dinâmica.

Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, o aumento da renda observado nos últimos anos não tem sido suficiente para viabilizar a compra de imóveis por uma parcela significativa da população.

“As pessoas crescem, casam e formam família ou vão trabalhar e morar sozinhas, mas não estão conseguindo comprar [a casa]. Isso parece ser um fato. Estão optando mais pelo aluguel”, disse.