Os dois alunos agredidos por um policial militar dentro da Escola Estadual Senor Abravanel, no Largo do Machado, foram ouvidos pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Alerj. O atendimento ocorreu na quarta-feira (25), na sede do parlamento fluminense.
Segundo relatos de testemunhas, os estudantes realizavam uma manifestação pedindo o afastamento de um professor suspeito de assédio sexual. De acordo com as entidades, mesmo com autorização para entrada na escola, a direção acionou a Polícia Militar. Durante a abordagem, um agente do Batalhão de Choque teria agredido dois alunos com tapas e socos ainda dentro da unidade.
A agressão aconteceu na manhã desta quarta, e já no fim da tarde a comissão recebeu os estudantes envolvidos na ocorrência: Marissol Lopes, de 20 anos, presidente da Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro (Ames Rio), e Theo Oliveira, de 18 anos, diretor da entidade.
Testemunhas afirmam que, do lado de fora da escola, a ação policial continuou com o uso de spray de pimenta. Uma estudante teve a camisa rasgada e foi detida junto com outros dois representantes. Eles foram levados para a 9ª Delegacia de Polícia, no Catete.
Diante da repercussão, a comissão informou que oficiou a Polícia Militar solicitando a apuração dos fatos. A comissão também encaminhou ofício à Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), solicitando esclarecimentos sobre as medidas adotadas após a denúncia de assédio.






