A Polícia Federal realiza a triagem do conteúdo extraído do celular do executivo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, antes de encaminhar o material à CPMI do INSS. A filtragem busca separar exclusivamente informações relacionadas a operações de crédito consignado, foco das investigações no Congresso.
Segundo o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), a limitação foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou o compartilhamento das provas no último dia 20.
A expectativa é que os parlamentares tenham acesso ao material em cerca de uma semana. Vorcaro é apontado como peça central de um suposto esquema bilionário envolvendo fraudes, e o conteúdo do aparelho é acompanhado com preocupação por integrantes do STF e por congressistas.
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A decisão de Mendonça representou uma mudança no rumo do caso. Antes, o ministro Dias Toffoli havia restringido o compartilhamento das provas e determinado que o material permanecesse sob guarda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que não integra a comissão.
Ao autorizar o envio à CPMI, Mendonça argumentou que o modelo constitucional prevê cooperação entre instituições na apuração de ilícitos e na proteção do interesse público.
Toffoli deixou a relatoria após a PF encaminhar ao presidente do STF, Edson Fachin, relatório apontando possíveis conexões entre Vorcaro e o ministro, o que poderia ensejar questionamentos sobre sua imparcialidade.






