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Anvisa amplia tratamento de lúpus e esclerose múltipla para crianças e adolescentes

Novas indicações dos medicamentos belimumabe e ocrelizumabe ampliam as opções terapêuticas para pacientes pediátricos com doenças autoimunes

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do uso de medicamentos para o tratamento de lúpus e esclerose múltipla em crianças e adolescentes. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (21/07).

Com a medida, o medicamento Benlysta (belimumabe) passa a ser indicado para crianças a partir de 5 anos com lúpus eritematoso sistêmico ativo. O remédio será utilizado como tratamento complementar para pacientes que já fazem uso das terapias convencionais e apresentam alta atividade da doença.

A autorização inclui a versão em caneta aplicadora, o que facilita o tratamento e reduz a necessidade de deslocamentos para centros de infusão. A formulação intravenosa já era permitida para pacientes pediátricos.

A Anvisa também aprovou a ampliação do uso do Ocrevus (ocrelizumabe) para adolescentes a partir de 12 anos e com peso superior a 40 quilos. O medicamento é indicado para o tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente, forma da doença marcada por crises e períodos de recuperação.

Segundo a agência, as novas autorizações ampliam as opções terapêuticas para pacientes mais jovens, contribuindo para o controle das doenças e para a melhoria da qualidade de vida.

O lúpus é uma doença autoimune que pode atingir órgãos como pele, rins, articulações e cérebro. Já a esclerose múltipla afeta o sistema nervoso central, comprometendo a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo. Ambas exigem acompanhamento médico especializado e tratamento contínuo.