A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a atualização das vacinas contra a COVID-19 no Brasil. A partir de agora, os imunizantes devem ser adaptados para a linhagem LP.8.1, variante descendente da Ômicron.
A mudança segue recomendação da Organização Mundial da Saúde. A nova regra determina que todas as vacinas usadas no país tenham como alvo essa cepa.
Mesmo assim, doses atuais, baseadas na linhagem JN.1, poderão ser aplicadas por até 9 meses. “A imunização não deve ser adiada na expectativa de acesso” às novas versões, orienta a OMS.
A atualização ocorre porque o vírus sofre mutações ao longo do tempo, o que exige ajustes periódicos nas vacinas, como já acontece com a gripe.
A orientação é manter a vacinação em dia, principalmente entre idosos, gestantes e grupos prioritários.
Contexto mundial
Uma nova variante do vírus que causa a covid-19 (SARS-CoV-2) foi identificada em ao menos 23 países. China, Estados Unidos, Austrália e nações da Europa já registraram casos, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. O Brasil ainda não registrou infecções com a nova linhagem.
Chamada de BA 3.2, a cepa tem maior escape imunológico dos anticorpos que outras dominantes atualmente –ou seja, esta nova variação sofreu mutações que dificultam o reconhecimento pelo sistema imune humano, o que facilita reinfecções e reduz a eficácia de vacinas e anticorpos já existentes. A BA.3.2 apresenta entre 70 a 75 mutações na proteína Spike, localizada na superfície do vírus, usada pelo SARS-CoV-2 para se ligar e infectar as células humanas. Das duas variantes predominantes no mundo, a JN.1 é coberta pelos imunizantes atuais, enquanto a Organização Mundial da Saúde e a Anvisa determinaram que as novas vacinas se adaptem para combater a LP.8.1.






