Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Cinzas de turistas colombianas devem deixar o Rio ainda nesta semana
Rio de Janeiro
Cinzas de turistas colombianas devem deixar o Rio ainda nesta semana
Prazo para placas 3, 4 e 5 no RJ termina na próxima segunda-feira (31)
Estado
Prazo para placas 3, 4 e 5 no RJ termina na próxima segunda-feira (31)
Prefeitura leva serviços e Ouvidoria aos bairros de Nova Iguaçu nesta semana
Nova Iguaçu
Prefeitura leva serviços e Ouvidoria aos bairros de Nova Iguaçu nesta semana
Adilsinho é apontado pelo MP como mandante da morte de advogado no Rio
Estado
Adilsinho é apontado pelo MP como mandante da morte de advogado no Rio
DNA pode ajudar a encontrar desaparecidos no Rio e dar respostas às famílias
Estado
DNA pode ajudar a encontrar desaparecidos no Rio e dar respostas às famílias
Anvisa cancela registro do Elevidys, medicamento usado contra doença rara
Saúde
Anvisa cancela registro do Elevidys, medicamento usado contra doença rara
Biblioteca Parque do Rio abre visitas guiadas com experiências literárias e atividades interativas
Cultura
Biblioteca Parque do Rio abre visitas guiadas com experiências literárias e atividades interativas
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Anvisa cancela registro do Elevidys, medicamento usado contra doença rara

Decisão foi tomada após a agência avaliar que os dados apresentados pela Roche não eram suficientes para manter a autorização condicional do tratamento para Distrofia Muscular de Duchenne

Siga-nos no

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a farmacêutica Roche anunciaram nesta segunda-feira (24/08) o cancelamento do registro condicional do medicamento Elevidys, usado no tratamento da Distrofia Muscular de Duchenne (DMD). A decisão foi tomada a pedido da própria empresa e publicada no Diário Oficial da União.

O registro condicional permite a autorização temporária de um medicamento, com a exigência de que a empresa apresente posteriormente novos dados sobre a eficácia e a segurança do produto.

Segundo a Anvisa, as informações apresentadas até o momento pela fabricante não atendem aos requisitos necessários para manter o registro condicional do Elevidys no Brasil.

A agência informou que o cancelamento não muda as obrigações da Roche de acompanhar os pacientes que já receberam o medicamento em estudos clínicos e programas existentes. Entre eles estão crianças brasileiras que receberam o Elevidys entre dezembro de 2024 e julho de 2025.

 

Medicamento é usado contra doença rara

O Elevidys é indicado para pacientes com Distrofia Muscular de Duchenne, uma doença genética rara que provoca perda progressiva de força e massa muscular.

A doença está relacionada à dificuldade do organismo em produzir a distrofina, proteína essencial para o funcionamento dos músculos.

No Brasil, o medicamento recebeu registro condicional em dezembro de 2024, em caráter excepcional. A autorização era voltada para crianças de 4 a 7 anos com DMD que ainda conseguiam andar de forma independente ou com auxílio e que atendiam a critérios clínicos e laboratoriais específicos.

 

Comercialização já estava suspensa

A comercialização do Elevidys no Brasil havia sido suspensa pela Anvisa em julho de 2025. A decisão ocorreu após relatos de casos fatais de insuficiência hepática aguda em pacientes que receberam o medicamento nos Estados Unidos.

Desde então, a Anvisa solicitou novos dados à Roche, principalmente informações consolidadas sobre a segurança do tratamento e os riscos relacionados ao fígado.

A empresa apresentou informações complementares e afirmou que continua trabalhando no programa clínico do Elevidys e na produção das evidências necessárias.

 

Novo medicamento foi aprovado

Enquanto o registro do Elevidys é cancelado, a Anvisa aprovou, no último dia 13, outro medicamento para pacientes com Distrofia Muscular de Duchenne. O Duvyzat, cujo princípio ativo é o givinostate, teve o registro autorizado após estudos clínicos indicarem que o tratamento pode retardar a progressão da doença.

Anvisa e Roche afirmaram que as decisões sobre terapias para doenças graves e raras devem ser baseadas nas melhores evidências científicas disponíveis.