A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu flexibilizar parte das restrições impostas à fabricante Ypê e autorizou novamente a venda, distribuição e utilização de determinados lotes de detergentes e desinfetantes produzidos pela empresa. A medida foi publicada nesta segunda-feira (15) e altera decisões adotadas nos últimos meses após a identificação de falhas nos processos de controle de qualidade da unidade industrial da Química Amparo, localizada no interior de São Paulo.
Apesar da liberação parcial, a agência manteve suspensões para parte dos produtos da companhia, especialmente alguns lotes de lava-roupas líquidos que continuam impedidos de retornar ao mercado enquanto novas avaliações sanitárias são realizadas.
A decisão representa mais um capítulo do processo de fiscalização iniciado após a descoberta de irregularidades que levaram à retirada de produtos das prateleiras e à adoção de medidas corretivas na fábrica.
Quais produtos foram liberados
Segundo a nova resolução da Anvisa, estão novamente autorizados para comercialização os detergentes e desinfetantes pertencentes a lotes identificados com número final 1 fabricados a partir de 1º de março deste ano.
A agência informou que a liberação foi possível após a empresa apresentar documentação técnica, resultados laboratoriais considerados satisfatórios e evidências de adequação dos processos produtivos.
A avaliação também levou em conta inspeções realizadas por equipes da própria Anvisa em conjunto com órgãos de vigilância sanitária do Estado de São Paulo e do município de Amparo.
No mês passado, a agência já havia autorizado o retorno ao mercado de parte dos produtos produzidos a partir de abril, indicando uma flexibilização gradual das restrições à medida que as exigências sanitárias fossem atendidas.
Embora tenha ampliado as liberações, a Anvisa manteve a suspensão para determinados produtos.
Continuam proibidos os detergentes e desinfetantes dos lotes com final 1 fabricados até 28 de fevereiro.
No caso dos lava-roupas líquidos, as restrições permanecem mais amplas. Todos os lotes identificados com final 1 produzidos antes de 1º de abril seguem impedidos de ser comercializados ou distribuídos.
A agência ressaltou que esses produtos continuarão sob monitoramento e só poderão ser liberados após comprovação de conformidade com os requisitos sanitários exigidos pela legislação.










