O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, acertou um salário bruto de R$ 38 mil com o Partido Liberal (PL) após desistir oficialmente da disputa ao Senado nas eleições de 2026.
O acordo foi fechado com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. O valor é o mesmo pago pelo partido ao vereador licenciado Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Diferentemente de Castro, Carlos Bolsonaro segue como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina.
O salário do ex-governador será pago com recursos do Fundo Partidário, verba pública destinada aos partidos políticos pela União. Apenas em 2025, o PL movimentou cerca de R$ 192 milhões desse fundo.
A situação política de Cláudio Castro, no entanto, continua indefinida. O ex-governador deixou a corrida pelo Senado após enfrentar desgaste político, investigações policiais e perda de apoio dentro do próprio partido.
Advogado de formação, Castro também retomou recentemente sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). Em abril, ele recebeu de volta a carteira profissional das mãos da presidente da entidade, Ana Tereza Basilio.
Na ocasião, o ex-governador afirmou que pretendia voltar a trabalhar na advocacia. “Já até paguei a anuidade. Estou apto a advogar. Preciso trabalhar, né?”, declarou.
Sem anunciar novos planos eleitorais, Cláudio Castro pode voltar a atuar como advogado paralelamente à função remunerada no PL.










