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Após prisão de grupo armado, deputado propõe cadastro estadual de bate-bolas

Proposta prevê registro prévio com identificação dos integrantes para coibir confrontos no Carnaval

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Foto: Divulgação/PMERJ

A prisão de cerca de 100 pessoas armadas e fantasiadas de bate-bolas na semana passada, na Avenida Brasil, levou o debate sobre segurança no Carnaval à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A ação foi realizada por policiais do Batalhão de Choque.

Diante do caso, o deputado estadual Dionísio Lins anunciou que apresentará uma indicação legislativa ao governador Cláudio Castro propondo a criação de um cadastro estadual de bate-bolas, também conhecidos como Clóvis.

Segundo o parlamentar, a medida tem como objetivo reduzir confrontos entre grupos, que muitas vezes são combinados previamente pelas redes sociais. Ele argumenta ainda que o anonimato proporcionado pelas fantasias pode facilitar a atuação de pessoas procuradas pela Justiça.

A proposta prevê que cada grupo tenha um representante legal e que o cadastro inclua dados como identidade, CPF, endereço e telefone dos integrantes. O registro poderia ser feito com pelo menos 15 dias de antecedência em delegacias ou batalhões da Polícia Militar.

Dionísio Lins afirma que a iniciativa não pretende restringir manifestações culturais, mas colaborar para aumentar a segurança e evitar episódios de violência durante o Carnaval.