Um atentado com explosivos deixou ao menos 20 mortos e cerca de 45 feridos no departamento de Cauca, no sudoeste da Colômbia, neste fim de semana. O ataque, considerado um dos mais graves dos últimos meses, intensifica o cenário de violência na região.
De acordo com autoridades locais, as vítimas são majoritariamente civis, entre elas crianças. O episódio ocorreu em meio a uma série de ações violentas registradas ao longo do sábado, incluindo o uso de drones com explosivos e outros ataques que atingiram comunidades indígenas.
O atentado principal foi provocado por um artefato conhecido no país como “cilindro-bomba” — um recipiente de gás carregado com explosivos — que atingiu um ônibus, ampliando o número de vítimas.
O presidente Gustavo Petro responsabilizou dissidências das antigas Farc, ligadas ao líder conhecido como “Iván Mordisco”, e pediu intensificação das ações contra o grupo. Já o governador de Cauca classificou o episódio como uma tragédia e cobrou respostas mais firmes do governo nacional diante da escalada de violência.
O ataque ocorre a pouco mais de um mês das eleições presidenciais na Colômbia, marcadas para 31 de maio, e gerou forte reação entre candidatos e autoridades. Todos condenaram a ação, que expõe os desafios da segurança pública no país.
Nos últimos anos, o governo colombiano tem tentado negociar acordos de paz com grupos armados dissidentes, mas as iniciativas têm enfrentado dificuldades e resultados limitados. Enquanto isso, facções remanescentes das Farc seguem atuando, muitas vezes associadas ao tráfico de drogas, especialmente em regiões como Cauca.
A nova onda de violência reacende o debate sobre as estratégias de combate aos grupos armados e aumenta a tensão em um momento decisivo para o cenário político colombiano.
Apoio do Itamaraty
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou, nesta segunda-feira (27/4), o atentado e expressou solidariedade às famílias das vítimas e ao povo e governo colombianos.
O Itamaraty confirmou que não há brasileiros entre as vítimas.
O governo brasileiro reafirmou o apoio à iniciativa “Compromisso com um processo eleitoral livre e em paz na Colombia”, proposta do governo colombiano endossada pelo Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas na Colômbia para Direitos Humanos.






