Ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado (28/02) deixaram ao menos 201 mortos e 747 feridos, segundo a emissora estatal Press TV, que citou dados do Crescente Vermelho Iraniano.
De acordo com o balanço divulgado pela imprensa iraniana, a ofensiva militar atingiu 24 províncias do país. Entre as vítimas fatais estariam 85 pessoas mortas após um bombardeio contra uma escola feminina na cidade de Minab, no sul iraniano, conforme informou a agência estatal IRNA, citando autoridades locais.
O presidente norte-americano Donald Trump anunciou que os EUA iniciaram “grandes operações de combate” contra o Irã, afirmando que a meta é destruir o programa nuclear do país e neutralizar suas forças armadas.
Diferentemente da operação conjunta realizada em junho de 2025, os novos ataques começaram durante o dia, na madrugada de sábado, quando milhões de iranianos se deslocavam para o trabalho e para escolas.
Em resposta, o regime iraniano lançou ataques considerados sem precedentes em diversas regiões do Oriente Médio. Explosões foram registradas em países que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Ataque ao Líbano
Pelo menos 31 pessoas morreram e outras 149 ficaram feridas em ataques realizados por Israel no Líbano, segundo informou nesta segunda-feira (02) o Ministério da Saúde libanês. A ofensiva ocorre em meio à escalada de tensão na região.
O Exército israelense afirmou que poderá ampliar as operações militares após o lançamento de foguetes e drones pelo Hezbollah, grupo xiita libanês aliado do Irã.
A organização confirmou ter atacado alvos em território israelense como retaliação à morte do aiatolá Ali Khamenei, apontado como líder supremo iraniano. Segundo informações divulgadas, ele teria sido morto no último sábado durante uma incursão conjunta dos Estados Unidos e de Israel.
“O Hezbollah vai pagar um preço alto”, declarou o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir.
Em resposta aos ataques, Israel bombardeou diferentes áreas do território libanês. A troca de ofensivas eleva o risco de agravamento do conflito no Oriente Médio.






