Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilos de cunhado de Vorcaro
Brasil
CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilos de cunhado de Vorcaro
Em meio aos conflitos, Irã desiste da participação na Copa do Mundo
Mundo
Em meio aos conflitos, Irã desiste da participação na Copa do Mundo
Metrô: Estação Maracanã passa a se chamar Estação Rei Pelé-Maracanã
Rio de Janeiro
Metrô: Estação Maracanã passa a se chamar Estação Rei Pelé-Maracanã
Alerj discute apoios a municípios atingidos pelas chuvas
Rio de Janeiro
Alerj discute apoios a municípios atingidos pelas chuvas
Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$60 milhões
Brasil
Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$60 milhões
Mãe de Oruam e sobrinho de Marcinho VP estão foragidos
Destaque
Mãe de Oruam e sobrinho de Marcinho VP estão foragidos
Governo Lula tem aumento na avaliação positiva, diz pesquisa
Brasil
Governo Lula tem aumento na avaliação positiva, diz pesquisa

Atleta de vôlei de praia sofre ataques homofóbicos durante jogo

Siga-nos no

Foto: Reprodução das Redes Sociais

O jogador de vôlei Anderson Melo sofreu ataques homofóbicos, na última quinta-feira (14), durante uma partida do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, que aconteceu em Recife (PE). A torcida que acompanhava o jogo, em vários momentos começam a direcionar a Anderson “coros” em tons pejorativos, tudo foi registrado em vídeo. O próprio atleta publicou os vídeos em sua rede social como forma de denúncia, e também registrou boletim de ocorrência na 16ª delegacia, no Rio de Janeiro, onde mora.

Anderson declarou que chegou a pedir a paralisação da partida, e representantes da Confederação Brasileira de Vôlei, que estavam no local, foram acionados, mas o jogo seguiu. Os autores das falas homofóbicas não foram identificados.

Após o ocorrido, a Confederação Brasileira de Vôlei divulgou nota falando que lamenta o episódio. A entidade informou ainda que vai encaminhar o caso para o Ministério Público local e registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia do Recife.

Desde a última sexta-feira (15), uma mensagem de áudio era veiculada antes das partidas da etapa recifense alertando que racismo, homofobia e outros atos discriminatórios são crime, e não podem fazer parte dos eventos do voleibol brasileiro. Durante os jogos das finais da etapa, a confederação realizou uma ação onde os atletas entraram na quadra segurando uma faixa com a frase “Homofobia é Crime” e outra de apoio a Anderson dizendo que “a luta é de todos”.

A Comissão Nacional de Atletas de Vôlei de Praia se manifestou em nota dizendo que repudia qualquer ato discriminatório e cobrou da Confederação Brasileira de Vôlei de Praia providências em relação ao caso.

 

Homofobia é crime

Vale lembrar que de acordo com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019, casos de homofobia e transfobia se aplicavam na lei que trata do racismo, fazendo, assim, com que a homofobia seja considerada crime.

Como prevê o artigo 20 da Lei do Racismo, a pena para este crime é de um a três anos de reclusão, podendo chegar a cinco anos se houver divulgação do ato homofóbico em meios de comunicação, como redes sociais, e multa para quem cometer essa conduta. Por ser equiparada ao crime de racismo, a homofobia se torna crime inafiançável e imprescritível, ou seja, não admite que a pessoa seja solta por pagamento de fiança e permite que ela seja processada, julgada ou tenha a pena executada a qualquer tempo – não há um prazo como em outros crimes. E ainda, há a possibilidade de enquadrar uma ofensa homofóbica como injúria, segundo o artigo 140, parágrafo 3 do Código Penal. A pena neste caso é de reclusão de um a três anos e multa.

 

Confira a publicação de Anderson em sua rede social