Mais de 5 toneladas de peixes mortos foram retiradas da Baía de Guanabara, na região do Museu do Amanhã e da Praça Mauá, no Centro do Rio. A limpeza começou na quinta-feira (22/10) e, em 24 horas, equipes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) recolheram 5,7 toneladas de animais.
Os peixes foram encontrados junto a resíduos como garrafas plásticas, latas e isopor. Na manhã desta sexta-feira (23), os trabalhadores utilizaram uma embarcação com rede para retirar os animais da água. A Comlurb informou que realiza a limpeza diária da região do Museu do Amanhã.
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que análises feitas em diferentes pontos da Baía de Guanabara não identificaram sinais de contaminação na água. Segundo o órgão, os peixes mortos foram encontrados apenas na região do museu.
Uma das hipóteses investigadas é o descarte de peixes durante atividades de pesca. No entanto, ainda não há confirmação sobre a causa da morte dos animais.
O biólogo marinho Caio de Marco, especialista em peixes e pesca, explicou que uma análise mais detalhada das espécies encontradas é necessária para esclarecer o caso. Segundo ele, pescadores podem descartar peixes menores ou sem valor comercial, que acabam morrendo e chegam à costa.
O especialista também apontou outras possibilidades, como a falta de oxigênio na água ou a ação de correntes marítimas que podem ter levado os animais de outras regiões da baía.
A pesca irregular é considerada crime ambiental. A Lei de Crimes Ambientais prevê penas de um a três anos de prisão e multa para práticas como pesca em locais proibidos, captura de espécies protegidas ou de tamanho inferior ao permitido. Já a pesca com explosivos ou substâncias tóxicas pode resultar em pena de um a cinco anos de prisão.








