O Banco Central elevou a projeção de inflação para 2026 de 3,5% para 3,9%, conforme o Relatório de Política Monetária divulgado em 26 de março. A revisão é explicada principalmente pela alta nos preços do petróleo, influenciada pelas incertezas e conflitos no Oriente Médio.
A projeção de crescimento do PIB para 2026 foi mantida em 1,6%, mas com maior grau de incerteza devido ao cenário externo.
Segundo o BC, a inflação deve cair no início de 2026, mas voltar a subir ao longo do ano, encerrando em 3,9%. Depois, tende a recuar gradualmente, chegando a cerca de 3,3% em 2027, ainda acima da meta.
A probabilidade de a inflação ultrapassar o teto da meta (4,5%) em 2026 subiu de 23% para 30%.
O relatório destaca que o petróleo tem forte impacto na inflação brasileira, pois influencia diretamente os preços dos combustíveis e do transporte — setor que representa cerca de 20% do IPCA.






