A candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro, Benedita da Silva defendeu, neste domingo (13), a união dos partidos de esquerda, dos movimentos sociais e da militância em torno da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O discurso ocorreu durante um ato político em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Para Benedita, o momento exige mobilização para ampliar a representação do campo progressista no Congresso Nacional.
“Estamos todos e todas na rua porque hoje marca para nós uma virada”, afirmou a candidata, ao convocar a militância a intensificar a campanha eleitoral.
Benedita defendeu uma nova política nacional de segurança pública, com integração entre União, estados e municípios. Segundo ela, o modelo precisa ser atualizado diante do avanço das milícias, das facções criminosas e do chamado comércio paralelo em diferentes territórios.
A candidata afirmou que a proposta defendida pelo presidente Lula busca integrar os três níveis de governo na formulação e execução das políticas de segurança.
“Precisamos de segurança, mas uma segurança qualificada”, disse.
Ela também defendeu que o combate à criminalidade priorize a prisão de quem comete crimes, e não a execução de pessoas, lembrando que o Brasil não adota pena de morte.
A violência contra as mulheres também foi destacada no discurso. Benedita citou casos de feminicídio e afirmou que o enfrentamento à violência de gênero precisa estar entre as prioridades do poder público.
A candidata defendeu investimentos federais e políticas públicas articuladas entre diferentes esferas de governo para combater a violência contra as mulheres.
Outro ponto central da fala foi a defesa da soberania brasileira e do controle nacional sobre recursos estratégicos.
Ao mencionar as terras raras, minerais utilizados em setores tecnológicos e industriais, Benedita afirmou que o Brasil tem capacidade tecnológica e mão de obra qualificada para desenvolver suas próprias riquezas.
“Não somos quintais dos Estados Unidos. Brasil brasileiro tem competência”, afirmou.
Para a candidata, o aproveitamento desses recursos deve contribuir para o desenvolvimento tecnológico do país e para a redução da dependência de produtos produzidos no exterior.
Durante o ato, Benedita convocou a militância a ampliar a presença nas ruas e a trabalhar pela eleição de Lula e dos candidatos aliados. Ela defendeu a união entre diferentes partidos e movimentos sociais do campo progressista.
A candidata também pediu que a militância combata a disseminação de notícias falsas por meio do diálogo direto com a população.
“Vocês vão conversar com cada um e cada uma de verdade”, afirmou.
Benedita encerrou o discurso defendendo maior participação de mulheres, negros e jovens nos espaços de poder.
Ao responder às críticas de que deveria abrir espaço para uma geração mais nova, afirmou que sua trajetória política foi marcada pela convivência e pelo aprendizado com diferentes gerações.
“Eu não tenho nada contra a idade, porque o que fiz em toda a minha vida foi acumular juventude”, declarou.
A candidata também destacou a importância da juventude na construção de novas formas de mobilização social.
“Eu quero ver as mulheres no poder. Eu quero ver os negros e negras no poder”, disse.
Ao final, Benedita reafirmou seu compromisso com a campanha de Lula e convocou a militância a ocupar as ruas e as esquinas do estado do Rio de Janeiro em defesa do projeto político da esquerda.








