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BNDES estima R$ 68 bilhões para projetos como ampliar metrô, VLT e BRT no RJ

O BNDES mapeou 15 projetos prioritários no Rio, Região Metropolitana e Baixada

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Foto: André Telles/BNDES

O BNDES mapeou 15 projetos prioritários para ampliar o metrô, o VLT e o BRT no Rio, na Baixada Fluminense e na Região Metropolitana. Juntos, os projetos representam 544 quilômetros de extensão. Para que todas as propostas saiam do papel nas próximas décadas, seriam necessários pelo menos R$ 68 bilhões.

Entre os projetos está a extensão da Linha 2 do metrô, que atualmente liga Pavuna a Botafogo. A proposta prevê uma ligação de três quilômetros entre o Estácio e a Praça 15, com custo estimado em R$ 3,3 bilhões.

O financiamento deverá vir do BNDES. O governo espera que os recursos sejam liberados ainda este ano, mas não há prazo definido para o início das obras.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o valor é compatível com o momento atual do governo estadual. “É um valor adequado para esse momento em que o governo está terminando a sua gestão. Você tem projetos de grande porte que o volume é muito maior, só caberia se tivesse um novo governo e o governador falou: ‘não quero comprometer a próxima gestão’.”

Segundo o projeto, a extensão da Linha 2 permitiria reduzir os intervalos entre os trens e aumentar a capacidade do sistema em até 70%.

Outros projetos também estão no planejamento. Entre eles estão um VLT ligando Botafogo ao Leblon e à Gávea, passando pelas ruas São Clemente, Voluntários da Pátria, Humaitá e Jardim Botânico.

Também está prevista uma nova linha de metrô entre a estação Uruguai, na Tijuca, e Del Castilho, com sete estações. Outra proposta é a extensão da Linha 4 até o Terminal Alvorada.

Há ainda um projeto para ligar a Alvorada a Cocotá, na Ilha do Governador, por meio de uma nova linha de metrô com 20 estações.

Outro projeto em desenvolvimento é a Linha 3 do metrô, que ligaria o Rio a São Gonçalo. Pela proposta, os trens passariam por baixo da Baía de Guanabara até a Praça Arariboia, em Niterói. De lá, seguiriam em direção a Alcântara, em São Gonçalo. O projeto prevê um total de 12 estações.

Técnicos da Secretaria Estadual de Transportes também estudam a expansão da Linha 4 até o Recreio. Somente os estudos das Linhas 3 e 4 vão custar R$ 32 milhões.

Os projetos mapeados pelo BNDES ainda precisam de mais estudos antes de avançarem. Caberá ao próximo governo decidir quais propostas serão colocadas em licitação.