A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele receba visitas de parlamentares aliados enquanto cumpre pena na carceragem conhecida como “Papudinha”, em Brasília. O pedido inclui o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), o senador Bruno Bonetti (PL-RJ) e o deputado federal Sanderson (PL-RS).
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Como o ex-presidente está sob custódia em unidade prisional, qualquer visita depende de autorização judicial expressa do relator do caso no STF.
Pedido ocorre após negativa do STF
A solicitação da defesa foi protocolada um dia após Alexandre de Moraes negar autorização para que Bolsonaro recebesse o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Magno Malta (PL-ES). Na decisão, o ministro apontou que Valdemar é investigado no mesmo inquérito que apura a tentativa de golpe.
Em relação a Magno Malta, Moraes registrou questões disciplinares, afirmando que o senador teria tentado ingressar na unidade prisional sem a devida autorização judicial, o que pesou contra a liberação da visita.
Defesa fala em “diálogo direto” com Bolsonaro
No novo pedido, os advogados sustentam que as visitas são necessárias para assegurar um “diálogo direto” entre Bolsonaro e parlamentares do PL, sem intermediários. O documento, no entanto, não estabelece datas específicas para os encontros solicitados.
Entre os nomes citados, Nikolas Ferreira ganhou maior projeção nos últimos dias após liderar uma mobilização a pé de aproximadamente 240 quilômetros em apoio ao ex-presidente, iniciada em Paracatu (MG) e encerrada em Brasília no domingo passado. A defesa menciona a relevância política dos visitantes para justificar a autorização judicial.






