O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro divulgou um levantamento inédito sobre incêndios e ocorrências envolvendo dispositivos eletrificados e baterias de íons de lítio. O estudo, baseado em atendimentos realizados entre 2024 e 2026, mostra crescimento contínuo desse tipo de incidente e acende um alerta para os riscos associados ao uso e carregamento de equipamentos elétricos em ambientes domésticos.
De acordo com os dados, foram registradas 30 ocorrências em 2024, 33 em 2025 e outras 18 apenas no primeiro trimestre de 2026. A maior parte dos casos envolve equipamentos de micromobilidade elétrica, como motocicletas, ciclomotores, bicicletas e patinetes movidos a bateria.
A pesquisa aponta que 42% das ocorrências aconteceram dentro de residências, principalmente em quartos, salas e cozinhas. Os bombeiros destacam que o risco aumenta quando as baterias são carregadas próximas a materiais inflamáveis, como colchões, sofás, cortinas e móveis, facilitando a propagação rápida das chamas e da fumaça tóxica.
Outro dado que chamou atenção foi o horário dos incidentes. Grande parte das ocorrências ocorreu entre meia-noite e seis da manhã, indicando possível relação com carregamentos prolongados durante a madrugada.
O levantamento também mostra que 62% dos casos foram controlados inicialmente por moradores antes da chegada das equipes de resgate. Já os demais exigiram atuação especializada do Corpo de Bombeiros, principalmente em locais fechados, como lojas, garagens e depósitos.
Segundo o secretário estadual de Defesa Civil e comandante-geral do CBMERJ, Tarciso Salles, a população deve redobrar os cuidados no carregamento desses equipamentos.
A recomendação é utilizar carregadores certificados, manter os dispositivos em locais ventilados e evitar deixá-los conectados à energia durante toda a noite ou próximos a rotas de fuga em caso de emergência.










