O Corpo de Bombeiros localizou, na manhã deste domingo (28), um corpo no costão da Avenida Niemeyer, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A descoberta ocorreu durante o quinto dia consecutivo de buscas pelo professor de surfe José Ricardo Ramos, de 57 anos, conhecido como Bocão, que desapareceu na última quarta-feira (24) em São Conrado. A identidade da vítima ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.
Militares do Quartel de Copacabana e do 3º Grupamento de Marítimo (GMAR) atuam na retirada do cadáver do local, que apresenta acesso complexo devido às pedras e às condições do mar. Após a remoção, o corpo será encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para a realização de perícia técnica e identificação oficial pela Polícia Civil.
Força-tarefa mobilizou drones e mergulhadores
Desde o comunicado do desaparecimento, às 9h45 de quarta-feira, o Corpo de Bombeiros montou uma grande operação de resgate na região. A força-tarefa mobilizou guarda-vidas e mergulhadores integrados e drones para varredura aérea dos costões. Viaturas terrestres deram apoio na orla
As buscas cobriram toda a faixa marítima de São Conrado, praias vizinhas da Zona Sul e o entorno das Ilhas Tijucas. O planejamento das equipes foi recalculado diariamente com base nas tabelas de marés, força das correntezas e condições de visibilidade na água.
Câmeras registraram entrada no mar de madrugada
José Ricardo Ramos é uma figura de destaque no esporte carioca e fundador da Rocinha Surfe Escola, projeto que atende crianças e jovens da comunidade.
Imagens de câmeras de segurança recuperadas pela família mostram os últimos momentos do instrutor antes de sumir. O registro aponta que Bocão entrou no mar na madrugada de quarta-feira, na altura do Posto 13, em frente ao Hotel Nacional.
Segundo testemunhas e familiares, ele entrou na água sem prancha de surfe. Todos os seus pertences pessoais foram deixados no quiosque onde ele estava minutos antes, na orla de São Conrado.
— Ele entrou dizendo que ia para as Ilhas Tijucas remando, só que não retornou. Deixou as coisas no quiosque e sumiu — relatou Marcello de Farias, diretor da Associação de Surfe de São Conrado, que acompanha os trabalhos de busca desde o primeiro dia.
A Polícia Civil aguarda a finalização dos exames de papiloscopia ou DNA para emitir o laudo definitivo sobre a identidade do corpo encontrado.










