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Bombeiros enfrentam mais de 800 incêndios em vegetação no Rio em cinco dias

Apenas entre quarta e quinta-feira, foram 487 chamados para ocorrências de fogo em áreas de vegetação no estado.

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reprodução

O Corpo de Bombeiros registrou mais de 800 acionamentos relacionados a incêndios em vegetação nos últimos cinco dias no Rio de Janeiro. O número chama atenção em um período marcado por baixa umidade do ar e maior ressecamento da vegetação, condições que favorecem a propagação das chamas.

Somente na quarta-feira (5), foram contabilizados 351 chamados. Já nesta quinta-feira (6), até o início da noite, os bombeiros receberam outros 136 acionamentos para ocorrências desse tipo em diferentes pontos do estado.

Segundo a corporação, havia diversos incêndios em vegetação em andamento. Até o momento, porém, nenhuma das ocorrências registradas estava próxima de áreas residenciais.

Um dos focos que mais chamam atenção está na região da Estrada Grajaú-Jacarepaguá, onde o incêndio já dura mais de 48 horas. Apesar dos acionamentos, o Corpo de Bombeiros informou que não havia enviado equipes para combater diretamente as chamas até a noite de quinta-feira.

A corporação explicou que o local é considerado de difícil acesso. Imagens registradas pelo Globocop na noite de quarta-feira mostram um caminhão dos bombeiros próximo a um dos focos, mas não foi possível identificar militares atuando diretamente no combate ao incêndio.

O avanço das chamas em áreas de mata preocupa principalmente durante o período de estiagem, quando a vegetação fica mais seca e o fogo pode se espalhar rapidamente.

Brigadistas combatem incêndio no Parque Nacional da Tijuca
Desde o início da tarde de quinta-feira, seis brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) trabalham no combate a um incêndio no Morro do Elefante, no setor Floresta da Tijuca, dentro do Parque Nacional da Tijuca.

As equipes utilizam bombas costais e abafadores para conter as chamas e também monitoram os aceiros preventivos instalados na região. Ainda não há informação sobre a causa do incêndio.

O Morro do Elefante é considerado pelo ICMBio uma área sensível e já havia sido mapeado para receber ações preventivas antes do período mais seco do ano. Os aceiros são faixas nas quais a vegetação é retirada para interromper a continuidade do material combustível e dificultar a propagação do fogo.

Incêndio atingiu também área de vegetação às margens de rodovia em Guapimirim, na Região Serrana do Rio de Janeiro

Baixa umidade favorece avanço das chamas
O inverno é considerado um período de maior risco para incêndios florestais devido à baixa umidade do ar e ao ressecamento da vegetação. Nesse cenário, ações humanas podem iniciar focos que rapidamente ganham grandes proporções.

O ICMBio orienta a população a não atear fogo em vegetação, lixo ou terrenos para limpeza. Também recomenda não acender fogueiras dentro do Parque Nacional da Tijuca e não descartar bitucas de cigarro, garrafas de vidro ou latas em trilhas, estradas e áreas próximas à vegetação.

A soltura de balões, além de ser crime ambiental, é apontada como uma ameaça às florestas e unidades de conservação. Garrafas de vidro também podem concentrar a luz solar e contribuir para o início de focos de incêndio.