O Brasil registrou 23.919 casos de desaparecimento de crianças e adolescentes em 2025, segundo dados enviados pelos estados e o Distrito Federal ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
O total representa uma média de 66 desaparecimentos de menores de 18 anos por dia e uma alta de 8% em relação a 2024, quando foram notificados uma média de 60 desaparecimentos diários nessa faixa etária.
Segundo a lei que institui a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas (lei 13.812/2019), pessoa desaparecida é “todo ser humano cujo paradeiro é desconhecido, não importando a causa de seu desaparecimento”.
Do total de crianças e adolescentes desaparecidos em 2025, cerca de 61% (14.658 pessoas) eram do sexo feminino e 38% (9.159), do sexo masculino. Em 102 casos, o sexo não foi informado.
No Rio de Janeiro: 6.331 casos (taxa: 36,76 desaparecidos)
Nos últimos dias, o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, mobiliza o povoado São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal (MA). As crianças sumiram no dia 4 de janeiro, e as buscas entraram na quarta semana na segunda-feira (26).
A força-tarefa que está em andamento conta com apoio do protocolo Amber Alert, acionado em situações consideradas de risco que, segundo Iara Buono Sennes, coordenadora de Políticas sobre Pessoas Desaparecidas, tem sido uma ferramenta importante de localização de crianças desaparecidas.
O sistema emite alertas emergenciais em casos de desaparecimento ou sequestro de crianças e utiliza plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, para divulgar informações e imagens das vítimas em um raio de até 200 quilômetros do local do desaparecimento.
Entre as unidades da federação, as maiores taxas de crianças e adolescentes desaparecidos por 100 mil habitantes foram registrados em Roraima (40 desaparecidos por 100 mil habitantes), seguido por Rio Grande do Sul (28) e Amapá (24).
Os números fazem parte do painel oficial de Pessoas Desaparecidas e Localizadas, alimentado pelas secretarias estaduais de segurança pública e pelo Distrito Federal.
O painel também aponta que entre os desaparecidos nessa faixa etária, mais de 60% são do sexo feminino. Quando se analisa os desaparecidos em todas as faixas de idade, a proporção se inverte: 59% dos registros de desaparecimentos, independentemente da idade, são do sexo masculino.
Somente no ano passado, mais de 84 mil pessoas desapareceram, considerando todas as faixas de idade. É o maior número de registros desde o início da série histórica do Painel, que iniciou em 2015, e supera os índices registrados antes da pandemia de Covid-19.






