O governo brasileiro envia nesta sexta-feira (26) uma equipe humanitária à Venezuela para reforçar as ações de busca e salvamento após os terremotos de grande magnitude registrado na noite de quarta-feira (24). A operação é coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
A missão reúne agentes da Defesa Civil Nacional, bombeiros militares especializados em resgate em estruturas colapsadas e técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que atuarão no apoio às operações em áreas atingidas.
Segundo o diretor do Departamento de Preparação e Socorro da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, Armin Braun, o objetivo é iniciar o trabalho imediatamente e ampliar a capacidade de resposta no local.
A operação brasileira integra diferentes órgãos federais e estaduais com foco em acelerar o resgate de vítimas e apoiar as autoridades venezuelanas nas áreas mais afetadas pelo terremoto.
Um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) para ajuda humanitária. Serão 9 toneladas de equipamentos de socorro e assistência.
Amanhã, outro voo da FAB levará uma estrutura para a montagem de um hospital de campanha, além de insumos para as vítimas.
Composição da equipe enviada
A missão contará com três servidores da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, quatro técnicos da Anatel e 37 bombeiros militares, oriundos dos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
Também serão enviados cães treinados para busca e salvamento, além de uma caminhonete e cerca de dez toneladas de equipamentos especializados para atuação em áreas de desastre.
De acordo com Armin Braun, os profissionais atuam em resgates complexos e têm experiência em ocorrências de colapso estrutural, o que deve ser fundamental para o trabalho em território venezuelano.
O reforço brasileiro inclui recursos humanos e logísticos considerados essenciais para ampliar a eficiência das operações de busca e salvamento em cenários de grande destruição.
Impactos do terremoto no Brasil
Apesar de o epicentro ter sido registrado na Venezuela, os efeitos do terremoto foram sentidos em estados da Região Norte do Brasil, como Pará, Amazonas, Amapá e Roraima.
Em algumas cidades, moradores relataram oscilações em prédios altos, o que gerou preocupação e levou autoridades locais a adotarem medidas preventivas.
Em Belém (PA), seis prédios chegaram a ser evacuados para inspeções técnicas. Após as verificações, os imóveis foram liberados e não houve registro de danos estruturais relevantes.
No Brasil, não foram registrados mortos, feridos ou prejuízos significativos, apesar do susto causado pelos tremores em áreas urbanas do Norte do país.
Situação e números na Venezuela
Na Venezuela, equipes locais seguem atuando na busca por sobreviventes e na avaliação dos danos provocados pelo terremoto.
Até esta quinta-feira (25), o governo venezuelano informou ao menos 235 mortos e mais de 2.000 feridos, números que podem aumentar conforme o avanço das operações de resgate.
As áreas mais atingidas continuam recebendo equipes de emergência, que trabalham na retirada de vítimas e na estabilização das regiões afetadas.
As autoridades venezuelanas ainda realizam levantamentos para dimensionar a totalidade dos impactos do terremoto, enquanto as buscas seguem em andamento.










