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Brasil enviará ajuda humanitária à Venezuela após terremotos históricos

Tremores na região norte são os mais fortes em mais de 100 anos

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Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o governo brasileiro vai organizar o envio imediato de ajuda humanitária para a Venezuela. A decisão foi tomada após o chefe do Executivo brasileiro conversar diretamente com Delcy Rodríguez sobre o impacto devastador de dois grandes terremotos que atingiram o país vizinho. De acordo com o presidente Lula, a assistência do Brasil será concentrada no fornecimento de itens essenciais de sobrevivência, incluindo água potável, alimentos e medicamentos.

A tragédia começou na noite de quarta-feira (24), quando dois terremotos violentos e em sequência sacudiram a região norte da Venezuela, área de maior densidade demográfica onde está localizada a capital, Caracas. A força dos abalos causou o desabamento de diversos prédios residenciais e comerciais, além de romper vias públicas e colapsar serviços essenciais. Especialistas e institutos de sismologia locais confirmaram que estes foram os tremores mais intensos registrados em território venezuelano em mais de um século.

As dimensões da catástrofe continuam crescendo à medida que as equipes de socorro avançam no trabalho de busca. Segundo o boletim oficial mais recente divulgado pelo governo venezuelano nesta quinta-feira (25), o número de mortos confirmados subiu para 188 pessoas. A situação nos hospitais também é crítica, com o registro de pelo menos 1.520 feridos que necessitam de atendimento médico urgente devido aos traumas provocados pelos desmoronamentos.

O cenário na capital e nos arredores é de extrema urgência para os serviços de resgate. O novo balanço das autoridades venezuelanas indica que cerca de 200 pessoas permanecem presas sob as estruturas de concreto e escombros de edifícios que vieram abaixo. Homens do corpo de bombeiros, da defesa civil e voluntários trabalham contra o tempo, utilizando equipamentos pesados e cães farejadores na tentativa de localizar sobreviventes em meio à destruição generalizada.

A mobilização do governo brasileiro visa atenuar o colapso no abastecimento e na saúde pública que a Venezuela enfrenta nas primeiras horas pós-desastre. Os Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa devem coordenar a logística de transporte dos mantimentos para que a carga chegue o mais rápido possível às zonas afetadas. A cooperação internacional se mostra fundamental neste momento, dado o impacto financeiro e estrutural severo que o desastre natural impôs à infraestrutura civil da nação vizinha.