Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Víde: Novo vazamento atinge ETA Guandu, após reparo da Cedae
Destaque
Víde: Novo vazamento atinge ETA Guandu, após reparo da Cedae
Correios colocam imóveis à venda em meio à crise e miram arrecadação de R$ 1,5 bilhão
Brasil
Correios colocam imóveis à venda em meio à crise e miram arrecadação de R$ 1,5 bilhão
Copacabana vira palco de grandes encontros do samba neste fim de semana
Rio de Janeiro
Copacabana vira palco de grandes encontros do samba neste fim de semana
Brasil chega aos Jogos Olímpicos de Inverno com chance inédita de medalha
Esportes
Brasil chega aos Jogos Olímpicos de Inverno com chance inédita de medalha
Câmara do Rio pede choque de ordem na Cinelândia
Política
Câmara do Rio pede choque de ordem na Cinelândia
Brasil desfila na abertura dos Jogos de Inverno
Esportes
Brasil desfila na abertura dos Jogos de Inverno
Justiça do Rio revoga liberdade condicional do ex-goleiro Bruno
Rio de Janeiro
Justiça do Rio revoga liberdade condicional do ex-goleiro Bruno

Brasil estuda criar sistema próprio de geolocalização por satélite

Grupo técnico tem 180 dias para avaliar riscos da dependência de tecnologias estrangeiras e viabilidade de projeto nacional

Siga-nos no

Um grupo técnico foi criado pelo governo federal para avaliar a viabilidade de o Brasil desenvolver seu próprio sistema de geolocalização por satélite. A iniciativa, de alta complexidade e custo elevado, busca analisar os riscos da dependência de sistemas estrangeiros de posicionamento, navegação e tempo, como o GPS, operado pelos Estados Unidos.

A criação do grupo foi oficializada no início de julho por meio da Resolução nº 33, assinada pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Marcos Antonio Amaro dos Santos. O grupo terá 180 dias, a partir de 14 de julho, para apresentar um relatório com diagnósticos e recomendações.

Formado por representantes de ministérios, da Aeronáutica, da Agência Espacial Brasileira (AEB), de agências e institutos federais e da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil, o grupo poderá convidar especialistas externos que contribuam com os objetivos do estudo.

“O grupo ainda está em fase de organização”, afirmou Rodrigo Leonardi, diretor de Gestão de Portfólio da AEB, à Agência Brasil. Segundo ele, o Brasil sempre priorizou o uso de satélites para monitoramento territorial, mas agora pretende discutir a possibilidade de desenvolver um sistema próprio de navegação.

A decisão envolve questões estratégicas e orçamentárias. “Se o país decidir seguir por esse caminho, o investimento necessário será muitas vezes superior ao que é destinado atualmente ao programa espacial brasileiro”, explicou Leonardi. Ele destaca que, além de recursos, o projeto exige domínio tecnológico para projetar, fabricar e lançar satélites que transmitam sinais precisos.

Hoje, o Brasil utiliza sistemas globais como o GPS (EUA), Glonass (Rússia), Galileo (União Europeia) e BeiDou (China). Há também sistemas regionais, como o NavIC, da Índia, e o QZSS, do Japão.

Embora esses sistemas estejam disponíveis globalmente, Leonardi alerta para a possibilidade, ainda que remota, de restrições em situações de segurança nacional. “Em tese, os EUA poderiam degradar ou limitar o sinal do GPS em determinadas regiões. Seria uma medida extrema, mas não impossível”, concluiu.