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Brasil fecha fronteira com a Venezuela após ataque dos EUA e anúncio da captura de Maduro

Bloqueio em Pacaraima ocorre em meio à escalada militar e aumento da tensão regional

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Reprodução

A fronteira entre o Brasil e a Venezuela amanheceu fechada neste sábado, poucas horas depois de os Estados Unidos lançarem um ataque de grande escala contra o território venezuelano e anunciarem a captura do presidente Nicolás Maduro. O bloqueio ocorre em um contexto de forte tensão regional e de incerteza sobre os desdobramentos políticos e humanitários da ofensiva.

Segundo a Polícia Federal, houve uma mudança imediata no movimento migratório na região. A corporação informou ter observado redução no fluxo de pessoas e comunicou que a própria Venezuela decidiu fechar sua fronteira com o Brasil neste sábado.

Bloqueio em Pacaraima

O fechamento foi registrado no município de Pacaraima, em Roraima, principal ponto de ligação terrestre entre os dois países. Imagens divulgadas pela Polícia Militar mostram viaturas e militares do Exército posicionados próximos ao marco fronteiriço, onde ficam as bandeiras do Brasil e da Venezuela, com cones impedindo a passagem de veículos e pedestres.

Até a última atualização, o Exército em Roraima e o Comando Militar da Amazônia não haviam se pronunciado oficialmente sobre o posicionamento das tropas na região.

Ataque e estado de emergência

O bloqueio ocorre horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que forças americanas realizaram uma operação militar de grande escala na Venezuela e retiraram Maduro do país por via aérea, junto com sua esposa. O governo americano não informou o destino do presidente venezuelano.

Durante a madrugada, uma série de explosões atingiu Caracas. Moradores relataram tremores, barulho intenso de aeronaves voando em baixa altitude e correria nas ruas. Ao menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de cerca de 30 minutos, e parte da capital ficou sem energia elétrica, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando a cidade. Após o início dos ataques, o governo venezuelano divulgou um comunicado afirmando que o país estava sob agressão militar e decretou estado de emergência, convocando forças políticas e sociais a ativar planos de mobilização.

Impacto migratório e reação política

Roraima é considerada a principal porta de entrada de migrantes venezuelanos no Brasil. Desde 2015, o estado recebe grande parte das pessoas que fogem da crise política, econômica e social na Venezuela, fenômeno que pressionou serviços públicos e levou à criação de operações federais de acolhimento.

Em meio à escalada da crise, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que não sabe onde Maduro está e exigiu do governo americano uma prova de vida do presidente.

A declaração amplia o clima de incerteza sobre a situação interna do país e reforça a apreensão das autoridades brasileiras quanto aos possíveis reflexos na fronteira e no fluxo migratório nos próximos dias.

Autoridades brasileiras já temiam que a instabilidade na Venezuela provocasse um aumento abrupto do fluxo migratório, pressionando serviços públicos e estruturas de acolhimento no Norte do país.