O Ministério da Saúde começou a oferecer às crianças menores de 16 anos um novo tratamento contra a malária pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A tafenoquina, agora disponível na formulação pediátrica de 50 mg, é indicada para crianças com peso entre 10 e 35 kg, público que representa cerca de 50% dos casos da doença no país.
Até então, o medicamento só era usado em adolescentes e adultos. A distribuição será gradual, priorizando áreas da região Amazônica com maior incidência da doença, como os Distritos Sanitários Especiais Indígenas Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões. Inicialmente, serão entregues 126.120 comprimidos.
O tratamento em dose única oferece mais praticidade para famílias e profissionais de saúde, garantindo maior adesão, eliminação completa do parasita e prevenção de recaídas. A tafenoquina é destinada a casos de malária vivax, e não deve ser usada por gestantes ou lactantes.
O Brasil se torna o primeiro país do mundo a disponibilizar este tipo de tratamento para crianças. O ministério investiu R$ 970 mil na compra do medicamento, que já começa a ser aplicado, especialmente em territórios indígenas e áreas de difícil acesso, onde a malária representa grande desafio de saúde pública.
Entre 2023 e 2025, o território Yanomami registrou aumento de testes e diagnósticos, e queda de 70% nos óbitos. Em 2025, o Brasil registrou o menor número de casos desde 1979, com 120.659 ocorrências, sendo 99% concentradas na Amazônia.






