O afastamento do trabalho está apresentando uma alta no Brasil. Em 2025, o Ministério da Previdência Social (MPS) concedeu 4.126.110 benefícios por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença). Este é o maior número dos últimos cinco anos. Na comparação com 2024, houve um aumento de 15,19% em relação aos 3.582.033 de concessões feitas em 2024.
A maior parte dos afastamentos (94,5%) foi classificada como previdenciária, quando a incapacidade não tem relação direta com o trabalho. Já os benefícios acidentários, concedidos quando o problema de saúde está ligado às condições laborais, corresponderam a 5,5% do total.
a dorsalgia (dor nas costas) foi a principal causa de afastamento em 2025, com 237.113 benefícios concedidos. Em seguida aparecem os transtornos de discos intervertebrais, como hérnia de disco (208.727 concessões), e as fraturas de perna e tornozelo, responsáveis por 179.743 afastamentos.
Os transtornos mentais também ganharam peso entre os motivos de concessão. Em 2025, 166.489 benefícios foram concedidos por problemas psicológicos. Em apenas dois anos, esse número mais que dobrou: em 2023, eram 80.276 afastamentos.
Entre os transtornos mentais, a depressão lidera, com 166.489 concessões, seguida pela ansiedade, que motivou 126.608 benefícios.
Segundo o Ministério da Previdência Social, o crescimento no número de auxílios está associado a fatores como o aumento de segurados elegíveis, melhorias nos processos de concessão e ações para enfrentamento da fila de espera.






