Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Conflito no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil
Mundo
Conflito no Oriente Médio pode encarecer preço dos alimentos no Brasil
Polícia aponta adolescente como articulador de estupros coletivos no Rio
Rio de Janeiro
Polícia aponta adolescente como articulador de estupros coletivos no Rio
Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel são levados para CDP II de Guarulhos após audiência
Brasil
Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel são levados para CDP II de Guarulhos após audiência
Reviver Centro supera 7 mil moradias e impulsiona retomada residencial no coração do Rio
Rio de Janeiro
Reviver Centro supera 7 mil moradias e impulsiona retomada residencial no coração do Rio
Unicef aponta que 3 milhões de crianças e adolescentes sofreram abuso sexual online no Brasil
Geral
Unicef aponta que 3 milhões de crianças e adolescentes sofreram abuso sexual online no Brasil
Rio envia equipe da Defesa Civil para reforçar ações em Juiz de Fora após temporais
Estado
Rio envia equipe da Defesa Civil para reforçar ações em Juiz de Fora após temporais
CCJ aprova audiências com ministros sobre proposta que extingue escala 6×1
Brasil
CCJ aprova audiências com ministros sobre proposta que extingue escala 6×1

Brasil tem 34 mil crianças entre 10 e 14 anos vivendo em união conjugal, aponta IBGE

Levantamento mostra que 77% delas são meninas e que São Paulo lidera número de casos

Siga-nos no

Reprodução

O Censo 2022 do IBGE revelou que 34 mil crianças de 10 a 14 anos vivem em união conjugal no Brasil. Destas, quase oito em cada dez (77%) são meninas, distribuídas em 2,1 mil municípios. A cidade de São Paulo concentra o maior número de registros, com 1,3 mil casos, seguida por Rio de Janeiro, Manaus, Fortaleza e Salvador.

Em alguns municípios, todas as crianças nessa condição são meninas. É o caso de Sinop (MT), onde as 102 crianças em união conjugal são do sexo feminino. O mesmo ocorre em São Luís (MA), com 90 registros, e Bacabal (MA), com 73. A predominância feminina reforça a desigualdade de gênero e a vulnerabilidade social associada ao fenômeno.

O levantamento também revelou o perfil racial dessas crianças: 20.414 se declararam pardas, 10.009 brancas, 3.246 pretas, 483 indígenas e 51 amarelas. Segundo o IBGE, 87% vivem em uniões consensuais, sem registro civil ou religioso, o que indica uma forte presença de relações informais e precárias.

A legislação brasileira proíbe o casamento civil entre menores de 16 anos, salvo em situações excepcionais autorizadas pela Justiça. Ainda assim, os dados mostram que a prática persiste, especialmente em áreas com baixo acesso à educação e alta vulnerabilidade social.

O IBGE reforça que os números refletem apenas declarações dos moradores, sem comprovação documental. “A coleta é baseada unicamente na declaração do informante”, explicou Marcio Mitsuo Minamiguchi, da Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do instituto.