O Banco de Brasília (BRB) tem até o fim de março para apresentar ao Banco Central um plano de solução financeira em meio à crise envolvendo o Banco Master. A autoridade monetária determinou que a instituição reserve pelo menos R$ 3 bilhões para garantir a segurança das operações.
Em comunicado enviado ao BRB, o Banco Central informou que parte dos ativos declarados pelo banco — como créditos de empréstimos consignados, cotas de fundos de investimento e títulos públicos estrangeiros — possui valor inferior ao registrado no balanço. Diante disso, o órgão exigiu um provisionamento mínimo de R$ 3 bilhões, alerta feito ainda em 2025.
O prazo para apresentação da solução coincide com o fechamento do balanço referente ao exercício de 2025. O Banco Central aguarda um plano de recapitalização, com medidas para reforçar o capital do BRB, permitir a recuperação das perdas decorrentes de negócios considerados fraudulentos com o Banco Master e garantir o cumprimento das exigências de capital mínimo.
Em março de 2025, o BRB anunciou a intenção de adquirir parte do Banco Master. No entanto, em setembro, o Banco Central vetou a operação por falta de viabilidade econômica.
O BRB é uma sociedade de economia mista de capital aberto, controlada majoritariamente pelo governo do Distrito Federal. O banco possui agências no DF, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em outros seis estados, além de uma base superior a 10 milhões de clientes.
Em nota divulgada nesta sexta-feira (23), o BRB informou que já está estruturado um plano de capitalização para suprir eventual déficit, que será encaminhado ao órgão regulador após a conclusão das análises.






