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Buraco clandestino em presídio de Bangu é usado por presos durante visitas íntimas

Estrutura improvisada foi descoberta durante vistoria da Polícia Penal; presos foram isolados e o caso é investigado pela Corregedoria

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Foto: Reprodução

Uma passagem improvisada encontrada em um banheiro do Complexo de Bangu, na Zona Oeste do Rio, levou a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) a abrir uma investigação interna sobre possíveis irregularidades durante visitas íntimas na unidade prisional.

Vídeos registrados por policiais penais mostram um buraco aberto entre paredes dos banheiros usados durante o período de visitação. A estrutura improvisada, feita com tábuas de madeira, funcionava como uma ligação clandestina entre os espaços.

Segundo a Seppen, a passagem foi identificada no Instituto Penal Benjamim de Moraes Filho, unidade masculina do Complexo de Bangu. De acordo com a secretaria, o local era utilizado durante visitas íntimas, e os presos teriam criado o acesso irregular para circular entre os ambientes.

Após a descoberta, a administração da unidade determinou o fechamento da abertura e a retirada das adaptações feitas no banheiro.

A secretaria informou ainda que a visitante envolvida teve a autorização suspensa, enquanto os presos identificados foram colocados em isolamento. A Corregedoria-Geral da Seppen instaurou uma sindicância para apurar como a estrutura foi construída e se houve participação de outras pessoas no caso.

Em nota, a pasta reforçou que o presídio não possui ala feminina e que os banheiros são utilizados apenas durante as visitas.

A Seppen também informou que o diretor da unidade havia sido exonerado uma semana antes da descoberta da passagem clandestina.

O caso relembra uma denúncia registrada em 2021 na Cadeia Pública Jorge Santana, também localizada no Complexo de Bangu, quando uma construção irregular destinada a visitas íntimas foi demolida após investigação.