As chances de encontrar sobreviventes do terremoto que atingiu a Colômbia na última segunda-feira (10/08) diminuem a cada hora. Três dias após o desastre, equipes de resgate começaram a reduzir as operações de busca em algumas das áreas mais afetadas e passaram a concentrar esforços na retirada de escombros.
O terremoto de magnitude 7,4 devastou cidades do oeste colombiano, deixando um rastro de destruição em residências, escolas, hospitais e prédios comerciais. Segundo as autoridades, pelo menos 265 pessoas morreram e cerca de 500 continuam desaparecidas.
Em Cali, uma das cidades mais atingidas, a mudança no foco das equipes de emergência reflete a dificuldade de localizar novos sobreviventes após as primeiras 72 horas, período considerado decisivo em operações de resgate.
Famílias aguardam notícias
Enquanto os trabalhos continuam, centenas de famílias seguem em busca de informações sobre parentes desaparecidos. Histórias de perdas e despedidas marcam a tragédia.
Em Pereira, na região cafeeira, Enrique Marin viajou mais de dez horas após saber que a mãe estava soterrada. Ela chegou a ser retirada com vida dos escombros, mas morreu a caminho do hospital.
Desde o terremoto, mais de 150 tremores secundários já foram registrados, aumentando os riscos para moradores e dificultando o trabalho das equipes que atuam em estruturas instáveis.
Governo enfrenta primeiro grande desafio
O presidente Abelardo De La Espriella anunciou que irá decretar emergência econômica e criar um fundo especial para financiar a reconstrução das áreas afetadas.
Hospitais, escolas, moradias e obras de infraestrutura estão entre as prioridades do plano de recuperação. A tragédia também representa o primeiro grande teste para o novo governo, que assumiu o país poucos dias antes do desastre.
As autoridades seguem recebendo ajuda internacional e afirmam que as operações de socorro continuarão enquanto houver possibilidade de localizar vítimas entre os escombros.








