Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Liesa coloca à venda ingressos populares para os desfiles do Grupo Especial
Carnaval
Liesa coloca à venda ingressos populares para os desfiles do Grupo Especial
Projeto do ICMS Educacional recebe emendas e é retirado de pauta na Alerj
Política
Projeto do ICMS Educacional recebe emendas e é retirado de pauta na Alerj
Governo volta atrás e mantém limite de passageiros no Santos Dumont
Rio de Janeiro
Governo volta atrás e mantém limite de passageiros no Santos Dumont
Bohêmios de Irajá é reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Rio
Cultura
Bohêmios de Irajá é reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Rio
Alerj avança em regras para garantir pontos de apoio a entregadores por aplicativo
Política
Alerj avança em regras para garantir pontos de apoio a entregadores por aplicativo
Desembargador Ricardo Couto de Castro alerta sobre eleição indireta na Alerj
Política
Desembargador Ricardo Couto de Castro alerta sobre eleição indireta na Alerj
Solenidade no Palácio Tiradentes marca início do ano legislativo da Alerj
Política
Solenidade no Palácio Tiradentes marca início do ano legislativo da Alerj

Câmara pede ao MPF que assuma investigação das 122 mortes no Alemão e Penha

Deputados afirmam que operação violou Constituição e tratados internacionais.

Siga-nos no

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados pediu a federalização das investigações sobre a operação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que deixou 122 mortos em 28 de outubro. O relatório aprovado pelo colegiado aponta graves violações de direitos humanos e afirma que o Estado brasileiro descumpriu a Constituição e tratados internacionais ao não prevenir, investigar ou reparar os danos. O presidente da comissão, deputado Reimont (PT-RJ), classificou a federalização como “necessidade jurídica e moral”.

Durante diligência no Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, parlamentares ouviram relatos de violência extrema atribuída a agentes do Estado. Uma das denúncias mais contundentes veio de uma mãe que disse ter entregado o filho vivo à polícia e encontrado o corpo decapitado dias depois no IML. O relatório aponta outras evidências de execução, como vítimas com pulsos amarrados e marcas de facadas — conduta já associada a grupos do Bope em denúncias anteriores. Também foram registradas falhas graves no atendimento às famílias, ausência de organização e colapso na estrutura do IML, comprometendo a preservação de provas.

O documento também registra a morte de cinco policiais durante a operação e afirma que eles foram expostos a riscos extremos, sem planejamento adequado nem suporte médico e logístico. Para os deputados, esse cenário pode caracterizar responsabilidade do governo do estado não apenas pelas mortes de civis, mas também pelos agentes envolvidos. O relatório será encaminhado a órgãos federais para avaliar a adoção de medidas cabíveis.