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Campanha educativa reduz trotes ao SAMU-RJ e melhora resposta a emergências na capital

Chamadas falsas caem quase 9% em 2025, enquanto serviço registra mais de 596 mil ligações atendidas no período

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Reprodução
Uma campanha educativa lançada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) reduziu  em cerca de 9% as chamadas falsas para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU-RJ). O resultado da conscientização contra o trote foi a otimização do serviço, com as equipes ganhando mais efetividade nos chamados de socorro e agilidade no atendimento à população. As equipes de socorro, que atuam na cidade do Rio de Janeiro, registraram 596.319 ligações atendidas pela Central de Regulação 192 entre 1° de Janeiro e 18 de dezembro de 2025.
Ao longo de cinco anos da nova gestão da SES-RJ, o número de ligações falsas registradas pelo SAMU na capital fluminense teve redução expressiva, de aproximadamente 45%. Segundo a coordenadora-geral do SAMU-RJ, coronel Barbara Alcantara, apesar da queda, a prática ainda é motivo de preocupação para o serviço, que contabilizou 16.592 de ligações falsas somente em 2025.  
_ Cada segundo importa para salvar uma vida. Por isso, uma única ligação falsa, conhecida como trote, para um serviço de emergência pode resultar em perdas irreparáveis. O SAMU-RJ tem adotado práticas para reduzir esse tipo de ação, que é crime previsto em lei. As campanhas educativas em escolas e na mídia ajudaram na mudança do cenário, mas precisamos sempre contar com a conscientização da população para que isso não ocorra _ afirmou a coordenadora-geral.
Responsável pelas campanhas educativas em escolas, o Núcleo de Educação Permanente (NEP) do SAMU-RJ promove ainda a atualização e o desenvolvimento contínuo dos profissionais de urgência e emergência — médicos, enfermeiros, condutores e socorristas — por meio de ferramentas como a simulação realística, com foco no aprimoramento constante do serviço. Entre as principais capacitações realizadas em 2025 estiveram o manejo de vias aéreas, emergências clínicas, abordagem à vítima traumática e direção defensiva, entre outras.
_ A SES-RJ investe continuamente na gestão do SAMU-RJ. Estamos no quinto ano de administração do serviço por meio da Fundação Saúde, o que possibilitou o aumento das equipes de socorristas e melhorias imediatas no atendimento à população. Além disso, o investimento na renovação e na aquisição da frota contribuiu para a excelência do SAMU-RJ, que vem se consolidando como referência no país _destacou a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.
Atualmente, o SAMU-RJ conta com 151 ambulâncias, sendo 106 veículos destinados ao atendimento diário e 45 ao Transporte Inter-Hospitalar (TIH) — serviço de remoção de pacientes entre unidades de saúde para fins diagnósticos, terapêuticos ou de alta. A frota é complementada por dois helicópteros, em parceria com a Superintendência de Operações Aéreas (SOAer).
Ao todo, o serviço reúne 2.183 profissionais, entre gestores, supervisores, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, condutores socorristas, farmacêuticos, assistentes sociais, administrativos, Telefonistas Auxiliares de Regulação Médica (TARM) e rádio-operadores.
 
Campo Grande lidera número de atendimentos do SAMU na capital
 
Entre os tipos de ocorrências mais frequentes, destacam-se as neurológicas (32.857), as cardiovasculares (27.236) e os casos de quedas (24.464). Na sequência aparecem as ocorrências gastroenterológicas (16.180) e com agressividade (15.820).
O bairro com o maior número de atendimentos do SAMU na capital foi Campo Grande, na Zona Oeste, com 13.811 ocorrências; seguido por Santa Cruz, também na Zona Oeste, com 8.147 atendimentos; e o Centro, com 6.181 registros.
Outros destaques foram Bangu, na Zona Oeste, com 5.806 ocorrências; Guaratiba, com 5.681 e Copacabana, na Zona Sul, com 5.650 atendimentos.