Uma ação da Comissão de Defesa e Proteção dos Animais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em parceria com policiais do 6º BPM (Cidade Nova) e com integrantes da Comissão de Proteção Animal da OAB Barra, resultou no fechamento de um canil clandestino em Campo Grande, na Zona Oeste da capital.
A fiscalização ocorreu após denúncias de maus-tratos e foi acompanhada por uma equipe da comissão, liderada pelo deputado estadual Marcelo Dino (União Brasil), presidente do colegiado.
No local, que funcionava em uma residência sem licença, foram encontrados 11 cães de raça mantidos em espaço considerado inadequado. Entre eles, cinco Bulldog francês, quatro Yorkshire, um Pug e um Shitzu.
Segundo as informações apuradas durante a ação, a responsável pelo imóvel realizava o cruzamento dos animais e comercializava filhotes antes da aplicação das vacinas obrigatórias. As vendas ocorriam na Praça do Ó, na Barra da Tijuca.
Uma mulher foi conduzida à delegacia, ouvida e liberada, mas deverá responder por maus-tratos. De acordo com a comissão, ela já possuía registros anteriores na polícia.
Animais apreendidos e providências
Os cães resgatados foram apreendidos e encaminhados para cuidados veterinários. Eles ficarão sob a responsabilidade da ONG Garra e, após avaliação clínica, serão disponibilizados para adoção. O imóvel foi caracterizado como um estabelecimento irregular, por não possuir autorização para funcionamento nem atender às normas sanitárias exigidas.
Durante a vistoria, também foram verificados indícios de criação com fins comerciais sem o cumprimento das exigências legais. A comissão informou que continuará acompanhando o caso e reforçando ações de fiscalização em outras regiões do estado.
Caso em Florianópolis reforça alerta
A operação no Rio ocorre poucos dias após a morte do cachorro comunitário conhecido como Orelha, em Florianópolis. O animal foi brutalmente agredido na região da Praia Brava e, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia. O caso gerou comoção e mobilizou autoridades locais.
A investigação por maus-tratos envolve quatro adolescentes suspeitos de participação nas agressões. Além disso, a Polícia Civil já indiciou três adultos por suspeita de coagir ao menos uma testemunha durante o andamento das apurações. Os casos reforçam a atenção das autoridades para crimes contra animais e a necessidade de fiscalização contínua.
A Comissão de Defesa e Proteção dos Animais da Alerj afirma que seguirá atuando em parceria com forças de segurança e entidades civis para apurar denúncias e encaminhar os responsáveis à Justiça, dentro do que prevê a legislação.






