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Captura de Maduro mobilizou 150 aeronaves, 11 navios e agente infiltrado da CIA

Operação dos EUA envolveu meses de planejamento militar e ação conjunta sem precedentes

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Reprodução

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Dan Caine, apresentou no sábado detalhes inéditos da operação militar realizada em Caracas que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

A missão, descrita como discreta, precisa e sem precedentes, foi ordenada diretamente pelo presidente Donald Trump em apoio a um pedido do Departamento de Justiça.

Segundo Caine, a ação foi construída ao longo de meses de planejamento meticuloso e apoiada por décadas de experiência americana na integração de operações conjuntas nos domínios marítimo, terrestre, aéreo e espacial.

O general afirmou que o nível de complexidade envolvido colocou a missão entre as mais sofisticadas da história recente das Forças Armadas dos Estados Unidos.

Meses de preparação silenciosa

A preparação incluiu um trabalho prolongado de inteligência para localizar Maduro, mapear seus deslocamentos, rotinas e o entorno imediato, além de definir o momento exato que maximizasse o fator surpresa e reduzisse riscos a civis e às tropas. Caine destacou a atuação coordenada de diversas agências, entre elas a CIA, a Agência de Segurança Nacional e a Agência Nacional de Inteligência Geoespacial.

A operação, batizada de Firmeza Absoluta, vinha sendo ensaiada havia meses e reacendeu o histórico de intervenções militares americanas na América Latina. O planejamento incluiu simulações detalhadas e a participação de Forças Especiais treinadas para missões de alto risco sob comando direto do presidente.

Agente infiltrado e réplica da residência

Desde agosto, a CIA mantinha uma pequena equipe em território venezuelano, período que coincidiu com o início do deslocamento de frotas de guerra americanas para o Caribe.

Um agente infiltrado no governo venezuelano forneceu informações decisivas sobre o padrão de vida e os movimentos de Maduro, permitindo aos planejadores refinar cada etapa da missão.

Com base nesses dados, tropas de elite, incluindo a Força Delta do Exército, construíram uma réplica exata da casa segura onde o presidente venezuelano se encontrava. Os militares ensaiaram repetidamente a entrada na residência fortificada, testando rotas, tempos de resposta e cenários de resistência antes de receberem a ordem final.

Reforço militar no Caribe

Paralelamente ao trabalho de inteligência, o Pentágono supervisionou um amplo reforço militar no Caribe. Um porta-aviões, 11 navios de guerra, mais de uma dúzia de caças F-35 e cerca de 15 mil soldados foram posicionados na região sob a justificativa oficial de operações contra o narcotráfico.

Nos meses anteriores à captura de Maduro, forças americanas atacaram embarcações apontadas como suspeitas de tráfico nas proximidades da costa venezuelana e em outras áreas do Caribe e do Pacífico Ocidental.

As ações resultaram em mais de uma centena de mortes e tiveram sua legitimidade questionada por autoridades internacionais, já que não foram apresentadas provas públicas que sustentassem as acusações.

Poder aéreo e coordenação total

A execução da missão envolveu um desdobramento aéreo de grande escala. Mais de 150 aeronaves operaram de forma coordenada a partir de cerca de 20 bases terrestres e marítimas. O dispositivo incluiu bombardeiros, aviões de combate, plataformas de inteligência, vigilância e reconhecimento, helicópteros, drones e aeronaves de apoio.

Após a ordem presidencial, emitida às 22h40, as forças avançaram em baixa altitude sobre o mar, enfrentando condições climáticas adversas. Na aproximação a Caracas, o componente aéreo neutralizou sistemas de defesa antiaérea para garantir a passagem segura dos helicópteros que transportavam a força de interdição.

Incursão noturna e extração

A incursão ocorreu pouco depois da 1h da madrugada, no horário da Costa Leste dos Estados Unidos. Os militares isolaram rapidamente o complexo onde Maduro estava, responderam a disparos com força superior e asseguraram o perímetro. Uma aeronave foi atingida, mas permaneceu operacional, e não houve baixas entre os militares americanos.

Maduro e Cilia Flores se renderam e foram detidos por agentes do Departamento de Justiça com apoio direto das Forças Armadas. Às 3h29, ambos já haviam deixado o território venezuelano, em uma retirada que manteve o elemento surpresa até o fim, segundo Caine.

O general classificou a operação como uma demonstração do poder conjunto dos Estados Unidos e afirmou que as forças permanecem em alto estado de alerta na região. Ele agradeceu aos militares envolvidos e a seus familiares, ressaltando que a missão reflete a capacidade americana de planejar, ensaiar e executar ações de grande complexidade no momento e no local escolhidos.

A travessia no USS Iwo Jima

Trump afirmou que Maduro e sua esposa foram levados aos Estados Unidos a bordo do USS Iwo Jima, navio de assalto anfíbio posicionado no Caribe desde o fim do ano passado.

Com mais de 250 metros de comprimento, capacidade para quase dois mil fuzileiros navais e operação simultânea de dezenas de aeronaves, a embarcação conduziu o casal rumo a Nova York, onde o ex-presidente venezuelano será julgado por crimes que incluem narcoterrorismo.

O uso do USS Iwo Jima, veterano de missões militares e humanitárias, simbolizou a escala do aparato mobilizado para uma operação que combinou inteligência infiltrada, ensaios exaustivos e supremacia militar para atingir seu objetivo central.