O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) se manifestou nesta quinta-feira (1º) após a negativa do pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, depois da alta hospitalar prevista para o ex-chefe do Executivo.
Bolsonaro está internado desde a véspera do Natal no Hospital DF Star, em Brasília, onde passou por uma cirurgia e outros procedimentos médicos. A defesa havia solicitado que, diante do quadro clínico, a pena fosse convertida em prisão domiciliar, pedido que acabou rejeitado.
Manifestação nas redes sociais
Em uma publicação na rede social X, Carlos Bolsonaro criticou a decisão do ministro do STF. Segundo ele, o pedido foi negado apesar das informações médicas apresentadas pela defesa.
“Mesmo diante de todas as condições de saúde expostas nos últimos dias e precedentes apresentados pelos advogados”, escreveu o ex-vereador, ao comentar a decisão de Alexandre de Moraes que manteve Jair Bolsonaro custodiado.
A manifestação ocorre poucas horas após a divulgação da decisão judicial e reforça o discurso público de aliados do ex-presidente, que vêm questionando a condução do caso no Supremo.
Internação e procedimentos médicos
Jair Bolsonaro foi internado em Brasília na véspera de Natal e se recupera de uma cirurgia realizada em 25 de dezembro para tratar uma herniorrafia inguinal bilateral. O procedimento faz parte de um histórico de intervenções médicas relacionadas a complicações decorrentes do atentado sofrido em 2018.
Além da cirurgia, o ex-presidente foi submetido a três procedimentos de bloqueio anestésico do nervo frênico, responsável pela contração involuntária do diafragma, na tentativa de conter crises persistentes de soluço. Durante a internação, ele também passou por uma endoscopia digestiva alta, totalizando cinco intervenções médicas ao longo do período hospitalar.
Decisão do STF e repercussão política
Ao negar o pedido de prisão domiciliar, Alexandre de Moraes considerou que o tratamento médico necessário pode ser realizado mesmo com Bolsonaro sob custódia, não havendo, segundo a decisão, justificativa legal para a concessão da medida humanitária.
A decisão repercutiu rapidamente no meio político e nas redes sociais, especialmente entre aliados do ex-presidente e integrantes do PL, que avaliam os próximos passos jurídicos enquanto Bolsonaro segue em recuperação após os procedimentos médicos.






