Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Prefeitura do Rio retira repasse de R$ 0,30 no pagamento de passagens no cartão de crédito
Rio de Janeiro
Prefeitura do Rio retira repasse de R$ 0,30 no pagamento de passagens no cartão de crédito
Motoboy baleado durante abordagem policial em Niterói morre após três dias internado
Niterói
Motoboy baleado durante abordagem policial em Niterói morre após três dias internado
Alerj aprova projeto que exige verificação de antecedentes criminais para motoristas de aplicativo
Rio de Janeiro
Alerj aprova projeto que exige verificação de antecedentes criminais para motoristas de aplicativo
Cármen Lúcia critica exposição do julgamento no STF e pede desculpas à população
Brasil
Cármen Lúcia critica exposição do julgamento no STF e pede desculpas à população
Ministro Dino pede vista e suspende julgamento no STF
Destaque
Ministro Dino pede vista e suspende julgamento no STF
Ruas intensificará nacionalização da campanha ao governo na reta final até primeiro turno
Política
Ruas intensificará nacionalização da campanha ao governo na reta final até primeiro turno
Estudo aponta que Linha 3 do Metrô pode reduzir tempo de viagem em até 85%
Estado
Estudo aponta que Linha 3 do Metrô pode reduzir tempo de viagem em até 85%
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Cármen Lúcia critica exposição do julgamento no STF e pede desculpas à população

Ministra afirma que houve “espetacularização” da sessão que analisa relatório da PF sobre mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro

Siga-nos no

reprodução

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta terça-feira (15/09) o que classificou como “espetacularização” da sessão que analisa o relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Durante o julgamento, a ministra pediu desculpas à população e lamentou o clima de tensão que marcou os debates na Corte.

“Eu peço desculpas ao povo brasileiro. Eu queria ter sido melhor em poder ter ajudado a acalmar as coisas, mas eu não consegui. Houve uma espetacularização desse caso e dessa sessão”, afirmou.

Confira trechos do pronunciamento da ministra:
“Eu tinha sobre a questão, e eu estou nesta sessão, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza.

Hoje, um dos colegas me dizia, se eu estava aflita com alguma coisa. Eu disse: eu estou triste. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, que teria sido aquele a ser decidido, mas porque o Supremo Tribunal Federal, guarda da Constituição, por determinação nela expressa, provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias.

Eu me sinto, e estou falando apenas por mim — quem fala pelo Supremo é Vossa Excelência, presidente —, eu me sinto um pouco até envergonhada, presidente, de, num momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarmos todos voltados a questões do Supremo, que são questões processuais em parte, com muita expressão e com questões graves mesmo, mas nós não garantimos o rigor e a serenidade que no meu papel de cidadã e juíza eu deveria ter ajudado a promover.”

“Para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade, acho, e essa é a minha percepção. Acho que nós mesmos, neste Supremo, inebriamos o sentimento de justiça da cidadania brasileira nesses últimos dias.

Eu, esses dias, dizia a um dos colegas: conversei com o ministro Alexandre de Moraes várias vezes, conversei com o ministro André, conversei com alguns com Vossa Excelência. Me ligam relações de amizade a alguns, de coleguismo a outros, mas eu dizia que eu bebi da lição de Clarice Lispector: “Eu não me perdi, mas experimentei a perdição”, neste sentido de que o brasileiro está preocupado, ocupado, focado em ver qual é a eleição geral, qual é o seu destino que eles querem, o único assunto que eu via, nos lugares onde eu entrava, uma farmácia, uma padaria ou nos telejornais, era sempre o que estava acontecendo aqui e que não era um quadro bonito.

Sessão histórica

O STF analisa um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens e outros registros apontados pela investigação como indícios de uma relação próxima entre Moraes e Vorcaro. Antes de decidir se o material pode levar à abertura de uma investigação, os ministros discutem um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório.

A PGR argumenta que o documento foi produzido por determinação do ministro André Mendonça sem solicitação prévia do Ministério Público ou da própria Polícia Federal e sem análise prévia do plenário da Corte.

A sessão ocorre em meio a divergências entre ministros sobre o acesso às provas, a condução das investigações e os desdobramentos do caso. Na segunda-feira (14), a Polícia Federal informou ter enviado cópias dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

Também na segunda, André Mendonça retirou o sigilo de um processo que reúne informações sobre a rede de pagamentos envolvendo Vorcaro e o Banco Master.