Com o início da folia, a rede de proteção infantil entra em campo para garantir a segurança dos pequenos. A partir das 17h desta quinta-feira (13), vendedores ambulantes que atuam na região da Praça Onze e arredores da Marquês de Sapucaí já podem contar com um suporte fundamental: o abrigo especial promovido pela 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da Capital.
A unidade de acolhimento está estrategicamente localizada no Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) Rachel de Queiroz, no Centro, a poucos metros do primeiro recuo de bateria do Sambódromo. O projeto, batizado de “Carnaval Criança Carioca”, é uma iniciativa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) em parceria com a prefeitura.
Como funciona o acolhimento
O serviço é destinado a crianças com idade entre 3 e 12 anos, sendo permitida a entrada de grupos de irmãos. No local, os menores ficam sob os cuidados de profissionais especializados e participam de oficinas socioeducativas e atividades lúdicas, além de receberem alimentação completa, garantindo que não fiquem expostos aos riscos do trabalho noturno ou da aglomeração.
Conscientização e Abordagem
Mais do que oferecer o abrigo, o Judiciário fluminense atua na prevenção. Até o dia 17 de fevereiro, equipes da 1ª Vara realizarão rondas nos postos de trabalho dos ambulantes. O objetivo é dialogar com os responsáveis sobre os perigos da exposição de menores ao ambiente de trabalho e a importância de utilizar o espaço de convivência oferecido.
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a ação visa combater o trabalho infantil e situações de vulnerabilidade durante os dias de desfile, permitindo que os trabalhadores gerem sua renda com a tranquilidade de que seus filhos estão protegidos e assistidos por profissionais.






