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Casas Bahia pede recuperação judicial, fecha lojas e promove demissões

Varejista acumula perdas e afirma enfrentar juros elevados, restrição de crédito e pressão sobre o consumo

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reprodução

A Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial em meio ao agravamento de sua situação financeira. A decisão ocorre após a varejista registrar prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, fechar 298 lojas e promover cortes no quadro de funcionários.

O pedido foi apresentado à Justiça como tentativa de reorganizar as obrigações financeiras da companhia e preservar suas operações. A recuperação judicial é um mecanismo previsto em lei para empresas em dificuldades, permitindo a renegociação de dívidas enquanto a atividade empresarial continua funcionando.

Em fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia atribuiu a decisão à deterioração de suas condições econômico-financeiras e ao cenário macroeconômico adverso.

O pedido ocorre após um trimestre particularmente difícil para a Casas Bahia. A companhia registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões entre abril e junho, resultado que ampliou a pressão sobre sua estrutura financeira.

Demissões e fechamento de lojas

O Grupo Casas Bahia demitiu cerca de 3 mil funcionários e fechou quase 300 lojas em agosto deste ano, segundo pedido de recuperação judicial apresentado à Justiça de São Paulo.

As medidas fazem parte da estratégia da companhia para reduzir custos e enfrentar, segundo a própria empresa, a pior crise financeira de sua história. A varejista afirma que o plano busca reorganizar sua estrutura financeira.

As iniciativas se somam a outras ações implementadas desde 2023, quando o chamado Plano de Transformação levou ao fechamento de 55 lojas consideradas deficitárias e à redução de aproximadamente 8,6 mil postos de trabalho.

Na petição, a empresa atribui suas dificuldades principalmente ao ambiente de juros elevados, à queda do consumo de bens duráveis, ao aumento da inadimplência e às pressões enfrentadas pelo setor varejista nos últimos anos.

A companhia também cita os impactos da transformação digital no comércio. Segundo o documento, as primeiras medidas de reestruturação foram adotadas em 2023, diante da piora do cenário econômico e financeiro.

Além do fechamento das 55 lojas e da redução de postos de trabalho, a empresa diminuiu estoques, cortou investimentos e promoveu ajustes nos centros de distribuição.

Apesar dos ganhos obtidos com essas medidas, a companhia afirma que o alto custo da dívida continuou pressionando o caixa. Por isso, novas ações foram adotadas em 2026.

Somadas as duas etapas da reestruturação mencionadas no processo, o Grupo Casas Bahia reduziu aproximadamente 11,6 mil postos de trabalho e fechou cerca de 355 lojas.

No pedido de recuperação judicial, a varejista argumenta que a crise é conjuntural e defende a viabilidade de suas operações. A empresa destaca que ainda mantém mais de 20 mil empregados e uma rede com mais de 700 lojas físicas em funcionamento.