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Caso Fernando Iggnácio segue aberto com cinco réus ainda na Justiça

Após condenação de ex-PM, processos desmembrados mantêm investigações e julgamentos em andamento no Rio

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Foto: Reprodução

A condenação do ex-policial militar Rodrigo Silva das Neves pelo assassinato do contraventor Fernando Iggnácio, anunciada nesta sexta-feira (10/04), não encerra o caso. Outros três processos continuam tramitando na Justiça do Rio de Janeiro e envolvem cinco acusados de participação no crime.

Entre os réus estão os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Cordeiro, além de Márcio Araújo de Souza, Rogério Andrade e Gilmar Eneas Lisboa. Os julgamentos foram desmembrados, o que levou cada um a responder em etapas diferentes.

Pedro e Otto seriam julgados junto com Rodrigo, mas o processo foi interrompido após a destituição do advogado de defesa. Um novo representante foi nomeado, e o júri ainda será remarcado.

Apontado como mandante, Rogério Andrade responde em um processo separado. Segundo a denúncia, ele teria ordenado a execução com o apoio de seu chefe de segurança, Márcio Araújo de Souza. Preso desde outubro de 2024, Rogério está em um presídio federal e aguarda a fase final do processo.

No mesmo inquérito, Gilmar Eneas Lisboa é acusado de monitorar a rotina da vítima meses antes do crime, repassando informações detalhadas sobre seus deslocamentos.

Márcio Araújo, por sua vez, é apontado como responsável por intermediar a ação, coordenando os executores. Ele responde em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica e restrições judiciais.

As investigações indicam ainda que Pedro teria estudado a rotina de Fernando Iggnácio e analisado crimes semelhantes antes da execução. Ele foi preso no Paraguai em 2025. Já Otto é acusado de participação direta no assassinato.

Outro suspeito, Ygor Rodrigues Santos da Cruz, conhecido como Farofa, morreu em 2022 antes de ser julgado.

Segundo o Ministério Público, a condenação de Rodrigo representa apenas uma etapa do processo. Os demais casos seguem em andamento, sem previsão para os próximos julgamentos.