O interrogatório de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, teve início por volta das 10h30 desta terça-feira (2). O depoimento trouxe novas e graves acusações contra o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho. Ao relembrar o primeiro dia de aula do filho, Monique chorou intensamente, uma reação que se repetiu em vários momentos de sua fala.
Durante o depoimento, a ré relatou uma rotina de violência e detalhou episódios de agressão supostamente cometidos por Jairinho contra a criança desde o início do relacionamento do casal. Segundo Monique, em novembro de 2020, cerca de cinco meses antes da tragédia, o ex-vereador teria dado uma “banda” e uma “moca” no menino.
Sobre a noite de 8 de março de 2021, Monique revelou que foi dopada pelo então companheiro após tomar um comprimido dado por ele. Ela adormeceu e foi acordada por Jairinho, que repetia insistentemente que Henry não estava conseguindo respirar direito. A criança foi levada às pressas para o Hospital Barra D’Or, onde manobras de reanimação cardíaca foram realizadas, mas o óbito acabou declarado às 5h30.
“Acredito que fui dopada por Jairinho para que ele conseguisse conversar com uma amante”, afirmou Monique.
Ela acrescentou que Thalita, irmã de Jairinho, teria sido a responsável por mandar apagar as mensagens do celular. Monique também apontou a influência política da família do ex-companheiro, mencionando que vários parentes da babá Thayná trabalhavam para o pai do ex-vereador, o ex-deputado Coronel Jairo.
Cinco anos após o crime, a mãe mudou drasticamente sua percepção e declarou abertamente acreditar que Jairinho de fato matou seu filho. Diante do tribunal, a estratégia da defesa de Monique foi firmada: ela respondeu e responderá apenas às perguntas formuladas pela juíza, por seus próprios advogados e pelos membros do corpo de jurados.










