O Palácio Guanabara marcou a cerimônia de encerramento do mandato do governador Cláudio Castro para a tarde desta segunda-feira (23/03).
O convite foi enviado pelo Whatsapp para os secretários do Governo e aliados do governador durante este domingo (22/03).

Com a saída de Castro, quem assume o governo de forma provisória é o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, já que não há vice-governador – Thiago Pampolha virou conselheiro do Tribunal de Contas do Estado – e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, está afastado por determinação do Supremo Tribunal Federal.
Após a renúncia, o desembargador Ricardo Couto terá 24 horas para convocar eleição indireta que será realizada no trigésimo dia após a convocação.
Cenário político
A saída de Cláudio Castro muda o roteiro político do Rio de Janeiro na reta final do mandato. O governador decidiu antecipar a renúncia na véspera da retomada, pelo TSE, do julgamento que analisa supostos abusos de poder político e econômico nas eleições de 2022. Hoje, o placar está em 2 a 0 pela cassação dos diplomas e pela inelegibilidade.
No centro do processo está o caso da Fundação Ceperj. Os recursos apresentados ao TSE contestam a decisão do TRE-RJ que havia rejeitado os pedidos de cassação. No voto já apresentado, a então relatora Isabel Gallotti, acompanhada pelo ministro Antonio Carlos Ferreira, sustentou que houve abuso de poder e defendeu a cassação de Cláudio Castro, do ex-vice Thiago Pampolha e de outros envolvidos.






