A defesa de Cláudio Castro (PL) negou “de forma categórica” qualquer “relação pessoal indevida” entre o ex-governador do Rio de Janeiro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O posicionamento ocorre após Castro ser alvo da oitava fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (26/5).
Segundo a PF, mais de R$ 3 bilhões destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões de servidores fluminenses teriam sido aplicados em operações relacionadas ao Banco Master por meio do Rioprevidência.
De acordo com os investigadores, os investimentos no Banco Master não decorreram de decisões estritamente técnicas, mas de um suposto “alinhamento político” e de uma “relação pessoal” entre Castro e Vorcaro.
Em nota (leia na íntegra abaixo), os advogados do ex-governador afirmaram que os contatos entre os dois ocorreram em agendas oficiais, institucionais e encontros sociais e de networking “comuns ao exercício da função pública e à relação com representantes do setor empresarial, sem qualquer tratativa ilícita, favorecimento ou recebimento de benefício pessoal”.
A defesa sustenta ainda que todos os investimentos realizados pelo Rioprevidência seguiram “fluxos técnicos, jurídicos e administrativos próprios da autarquia”, dentro dos limites aprovados pelo Conselho de Administração e em conformidade com a Resolução CMN nº 4.963/2021.
O texto rebate ainda informações sobre suposto custeio de viagens, passagens ou despesas pessoais do ex-governador pelo banqueiro. Segundo a defesa, “não houve qualquer tipo de benefício pessoal” recebido por Castro.
A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira, 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal durante a oitava fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligado ao Banco Master.










