Clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro negociam com o Governo Federal uma linha de crédito para ajudar a enfrentar a crise financeira. A CBF participa das conversas como articuladora, mas não será responsável pelo financiamento.
A principal proposta é criar uma linha de crédito do BNDES, com juros mais baixos que os praticados no mercado. O dinheiro seria usado principalmente para o pagamento de dívidas. Também está em discussão a liberação de recursos para investimentos em infraestrutura, o que poderia atender clubes com menor nível de endividamento.
As negociações são conduzidas principalmente por Corinthians e Internacional, que enfrentam dificuldades financeiras e estão sob restrições da Fifa. As conversas com o Ministério do Esporte e a CBF começaram no mês passado.
O valor que poderia ser liberado pelo BNDES e os critérios para os clubes terem acesso ao crédito ainda não foram definidos. A proposta também não seria um novo Refis, já que não ficaria limitada a dívidas tributárias.
Impacto das bets
A discussão ocorre enquanto o Governo Federal avalia uma medida para restringir parte das atividades das empresas de apostas. Os clubes temem perder receitas de patrocínio caso as mudanças afetem as empresas do setor, que estão entre os principais anunciantes do futebol brasileiro.
Segundo o ge, as bets movimentam cerca de R$ 1 bilhão por ano em patrocínios nas camisas dos clubes da Série A. Na semana passada, clubes e federações divulgaram um manifesto em defesa do mercado regulado de apostas.
A expectativa é que as negociações sobre o possível crédito avancem depois das eleições. Até o momento, não há definição sobre o valor dos empréstimos ou quando eles poderiam ser liberados.








